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Maquinistas alemães chegam a acordo para acabar com as greves
Mundo 2 min. 16.09.2021
Alemanha

Maquinistas alemães chegam a acordo para acabar com as greves

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Maquinistas alemães chegam a acordo para acabar com as greves

Foto: Carsten Koall/dpa
Mundo 2 min. 16.09.2021
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Maquinistas alemães chegam a acordo para acabar com as greves

Durante três rondas de greve, a mais longa das quais durou cinco dias, os serviços de passageiros e de carga foram interrompidos em toda a Alemanha, o que contribuiu para o sofrimento das empresas e causou dores de cabeça aos turistas.

A Deutsche Bahn e o sindicato alemão de maquinistas GDL acordaram num aumento de 3,3% do salário dos trabalhadores, dando-se assim por terminada a caótica ronda de greves que tem causado um grande impacto em todo o país. 

A boa-nova foi dada em conferência de imprensa, esta quinta-feira, pelo chefe do sindicato GDL, Claus Weselsky, que referiu-se ao acordo de "compromisso" como "ganho" dos maquinistas dos comboios. Tanto o sindicato, quanto a Deutch Bahn informaram que o salário irá inicialmente aumentar 1,5% a partir de dezembro deste ano, seguido de mais 1,8% em 1 de março de 2023.

A 1 de dezembro, os trabalhadores receberão um bónus "covid" de até 600 euros nos seus pacotes salariais, com o montante exacto dependendo do seu escalão salarial. A 1 de março de 2022, Deutsch Bahn concederá também aos seus empregados um bónus de 400 euros em todos os escalões de remuneração. 


Alemanha. Maquinistas de comboios voltam a recorrer à greve
Disputa salarial leva a terceira e mais longa greve. Tráfego de passageiros será comprometido a partir das primeiras horas de quinta-feira. Reivindicação decorrerá até 7 de setembro.

Em troca, porém, o GDL concordou com a reestruturação planeada do regime de pensões da empresa. O atual sistema de pensões complementares só será continuado para os trabalhadores existentes a partir de 2022, afirmou.

Esta é a primeira vez que o GDL está a celebrar acordos coletivos não só para o pessoal ferroviário mas também para os empregados em oficinas e na administração.

A disputa salarial já tinha levado os maquinistas à terceira ronda de greves, tendo a última terminado a sete de setembro, ao final de cinco dias. O acordo final sobre salários é muito semelhante ao estabelecido pelo sindicato de maquinistas do GDL nas suas negociações com a Deutsche Bahn que exigia um aumento de 3,2% para os maquinistas, para além de um bónus de 600 euros relativo à pandemia.

Martin Seiler, Diretor de Pessoal da empresa ferroviária Deutsche Bahn, afirmou: "Este acordo coloca-nos de novo no bom caminho para um futuro forte", citou a AFP.

O acordo também resolveu diferenças sobre o estatuto do sindicato de maquinistas de comboios dentro da própria Deutsche Bahn. Segundo a AFP, a GDL tinha ficado a perder para outros sindicatos após a entrada em vigor de regras no início deste ano que estipulavam que o acordo colectivo negociado pelo maior sindicato se aplicava a todo o sector. 

O último grande conflito entre os sindicatos e a Deutsche Bahn teve lugar entre 2014-2015, quando, ao longo de nove meses, o GDL organizou nove rondas de greves para exigir reformas regulamentares.

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