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Manifestantes levam Trump a fugir para o bunker da Casa Branca
Mundo 16 4 min. 01.06.2020

Manifestantes levam Trump a fugir para o bunker da Casa Branca

Manifestantes levam Trump a fugir para o bunker da Casa Branca

Foto: AFP
Mundo 16 4 min. 01.06.2020

Manifestantes levam Trump a fugir para o bunker da Casa Branca

Lusa
Lusa
Pelo menos 4.100 pessoas foram detidas nos protestos nos Estados Unidos que se seguiram à morte do afro-americano George Floyd .

 A Polícia norte-americana disparou gás lacrimogéneo em frente à Casa Branca, no domingo, para dispersar manifestantes que protestavam contra a morte do afro-americano George Floyd, na setgunda-feira passada, durante uma detenção violenta.

Cerca de mil manifestantes concentraram-se em frente à residência do Presidente dos Estados Unidos, gritando palavras de ordem e ateando fogos, numa altura em que Washington regista confrontos violentos noutras partes da cidade.


EUA. Manifestantes incendeiam esquadra em protesto contra assassinato
Um porta-voz da polícia daquela cidade do estado de Minnesota confirmou que a terceira esquadra, situada perto do local onde Floyd foi morto, foi evacuada "no interesse da segurança do pessoal".

O incidente deu-se uma hora antes do recolher obrigatório decretado pelas autoridades, a partir das 23:00 de domingo (05:00 de segunda-feira no Luxemburgo).

Sinais de trânsito arrancados, barreiras de plástico e até uma bandeira dos Estado Unidos foram usados como combustível para atear fogos no parque em frente à Casa Branca, enquanto a Norte da cidade se registaram pilhagens de várias lojas e um cinema.

Os protestos em frente à Casa Branca vão no terceiro dia consecutivo e já tinham levado o Presidente, Donald Trump, a recolher ao 'bunker' da residência na sexta-feira, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

De acordo com a AP, que cita fontes próximas da Casa Branca e do Partido Republicano, agentes dos Serviços Secretos terão levado Donald Trump para o abrigo subterrâneo, quando manifestantes atiraram pedras e tentaram forçar barreiras policiais. Desde então, a segurança foi reforçada pela Guarda Nacional e mais agentes dos Serviços Secretos.


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O Presidente norte-americano quer controlar os protestos em Minneapolis à força e ofereceu-se para ajudar o governador. A frase “quando os saques começam, o tiroteio começa” valeu-lhe um novo aviso do Twitter.

No domingo, o Departamento de Justiça também destacou membros dos 'marshals' [uma unidade de polícia federal dos EUA] e agentes da Agência de Combate à Droga para reforçar as tropas da guarda nacional no perímetro em torno da Casa Branca, de acordo com a AP.

A decisão de proteger o Presidente no abrigo subterrâneo de alta segurança marca um dos alertas mais importantes na Casa Branca desde os ataques de 11 de setembro, segundo a AP.

Recolher obrigatório em Washington

A 'mayor' [autarca] de Washington decretou o recolher obrigatório e ativou a Guarda Nacional para evitar novos distúrbios, após uma noite de pilhagens e incêndios na capital dos EUA após protestos contra a violência policial.

Numa mensagem publicada este domingo na rede social Twitter, Muriel Bowser informou que o recolher obrigatório entrará em vigor em Washington, Distrito de Columbia até as 06:00 (12:00 no Grão-Ducado).


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Uma pessoa morreu depois de alguém que seguia num carro ter disparado sobre uma multidão de pessoas que protestavam contra o homicídio do afro-americano George Floyd pela polícia, indicou uma porta-voz da polícia de Detroit.

A autarca também ativou a Guarda Nacional do Distrito de Columbia para apoiar a Polícia Metropolitana no controlo dos protestos que ocorreram nos últimos dias e que levaram a pilhagens, vandalismo e incêndios.

No estado norte-americano da Florida, o governador, Ron DeSantis, ativou também 400 membros da Guarda Nacional face à violência dos protestos contra a violência policial desencadeada pelo caso do afro-americano George Floyd.

Já a 'mayor' de Atlanta prorrogou o recolher obrigatório por mais uma noite, com a ajuda da Guarda Nacional, enquanto o governador da Geórgia ativou o destacamento de três mil soldados para cidades de todo o estado.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de segunda-feira da semana passada em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.


Beyonce reclama justiça para George Floyd
Num vídeo, a cantora indigna-se com a morte de George Floyd à Minneapolis, e lança uma petição.Muitas celebridadas partilham a sua indignação

Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado. Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço da Floyd com o joelho durante vários minutos.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia.

Foto: AFP

Mais de 4.100 detidos

Pelo menos 4.100 pessoas foram detidas nos protestos nos Estados Unidos que se seguiram à morte do afro-americano George Floyd na segunda-feira, de acordo com uma contagem realizada pela agência de notícias Associated Press.

As detenções foram feitas durante as pilhagens e no decorrer de bloqueios nas estradas, bem como pelo incumprimento do recolher obrigatório imposto em várias cidades norte-americanas.


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Cerca de duas mil pessoas juntaram-se na embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Berlim, em protesto pela violência policial contra os afro-americanos.

Os números da prisão incluem os das manifestações em Nova Nova Iorque e Filadélfia na costa leste, Chicago e Dallas no centro-oeste e sudoeste, bem como em Los Angeles na costa oeste.

A filha do autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, está entre os detidos de sábado à noite na parte baixa de Manhattan, quando participava numa manifestação.

Segundo a polícia, Chiara de Blasio participou numa "manifestação ilegal" e a detenção ocorreu uma hora antes de o seu pai dizer aos manifestantes que era "hora de irem para casa" para se evitarem confrontos.

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