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Manifestantes iranianos queimam bandeira britânica frente à embaixada
Mundo 2 min. 12.01.2020 Do nosso arquivo online

Manifestantes iranianos queimam bandeira britânica frente à embaixada

Manifestantes iranianos queimam bandeira britânica frente à embaixada

Foto: AFP
Mundo 2 min. 12.01.2020 Do nosso arquivo online

Manifestantes iranianos queimam bandeira britânica frente à embaixada

Depois do "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel", há "Morte ao Reino Unido" nas ruas da capital iraniana.

Manifestantes iranianos queimaram, este domingo, uma bandeira britânica frente à embaixada do Reino Unido em Teerão, um dia depois de o embaixador britânico no Irão ter sido detido nos protestos pelo abate de um avião civil ucraniano.

O protesto, presenciado por jornalistas da agência francesa AFP, foi feito por cerca de 200 manifestantes que gritavam "Morte ao Reino Unido", "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel".

O embaixador britânico no Irão foi detido no sábado, em Teerão, nos protestos suscitados pelo abate, por erro, de um avião civil ucraniano por um míssil iraniano, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Dominic Raab.

“A detenção do nosso embaixador em Teerão sem fundamento ou explicação é uma flagrante violação das leis internacionais”, a declarou Dominic Raab.

O embaixador Rob Macaire, segundo os media iranianos, foi detido durante mais de uma hora.

Centenas de iranianos manifestaram-se no sábado em Teerão, gritando frases de ordem contra o sistema da República Islâmica e a Guarda Revolucionária do Irão por causa do abate do avião civil ucraniano, que provocou a morte dos 176 ocupantes.

Os manifestantes concentraram-se inicialmente junto à porta da Universidade de Tecnologia Amir Kabir, na capital iraniana, para acender velas em homenagem às vítimas.

A vigília degenerou depois num protesto contra as autoridades iranianas.

“A demissão (dos responsáveis) não é suficiente, é necessário um julgamento" ou "morram, morram por essa vergonha", eram algumas das frases entoadas pelos manifestantes, segundo confirmaram testemunhas locais.

As palavras aumentaram de tom e as pessoas começaram a gritar “Morte ao ditador", numa referência ao líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, e a exigir a realização de um referendo no país.

Hoje, as forças de segurança do Irão estão em alerta especial, tendo sido reforçada a sua presença nas ruas da capital por se esperarem mais protestos contra o abate acidental pela Guarda Revolucionária de um avião civil.

A polícia de choque em uniforme e capacetes pretos está concentrada na Praça Vali-e Asr, na Universidade de Teerão e noutros pontos de referência, enquanto circulam apelos a protestos no final do dia.

Membros da Guarda Revolucionária estão a patrulhar a cidade em motos e estando também presentes polícias à paisana.

O Presidente do Irão, Hassan Rohani, prometeu “levar à justiça” os responsáveis pelo abate, de forma inadvertida, do avião civil ucraniano com um míssil iraniano, uma promessa que foi feita durante uma conversa telefónica com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

O Irão admitiu responsabilidades no derrube do aparelho da companhia Ukraine International Airlines (UIA) na quarta-feira passada, tendo informado que o avião civil ucraniano tinha sido abatido inadvertidamente por militares iranianos que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerão.

Lusa


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