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Manifestantes holandeses marcham contra o passe sanitário
Mundo 25.09.2021
Países Baixos

Manifestantes holandeses marcham contra o passe sanitário

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Manifestantes holandeses marcham contra o passe sanitário

Foto: AFP
Mundo 25.09.2021
Países Baixos

Manifestantes holandeses marcham contra o passe sanitário

Redação
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A nova exigência de mostrar o passe coincidiu com o levantamento de quase todas as medidas de distância social no país.

Manifestantes reuniram-se para marchar contra a introdução de um "passe sanitário" nos Países Baixos este sábado. Um documento que se tornou obrigatório para entrar em bares, restaurantes, teatros e outros locais. 

 A nova exigência de mostrar o passe - ou um recente teste negativo de coronavírus - coincidiu com o levantamento de quase todas as medidas de distância social no país, onde 72% da população recebeu pelo menos uma dose de vacina. 

Embora as máscaras ainda sejam obrigatórias nos transportes públicos, os estudantes e professores já não terão de usar máscaras nas escolas, e uma regra de 1,5 metros (quase um metro e meio) de distância em público também foi eliminada. 

Várias centenas de manifestantes reuniram-se em Haia, frente à sede do governo holandês, para depois marcharem pelas ruas da cidade. 

 A maioria dos holandeses apoia a introdução do passe sanitário, mas este tem suscitado críticas por parte do sector dos restaurantes e hotéis.

Mais de 40% dos proprietários de bares e restaurantes não tencionam pedir aos clientes o certificado de vacinação, disse  a associação da indústria hoteleira do país, citando um inquérito aos seus membros. Esta organização afirmou que muitas empresas viam a exigência como um "instrumento político" com o objectivo de impulsionar a adopção da vacinação. 

 "Não só é impossível de aplicar, como prejudicará financeiramente um sector que está apenas a começar a recuperar", acrescentou a associação numa declaração. A decisão de introduzir o passe também suscitou críticas por parte de um elemento do Governo. 

A vice-ministra dos assuntos económicos, Mona Keijzer, afirmou numa entrevista: "Se acabarmos numa sociedade em que temos de ter medo um do outro, a menos que consigamos mostrar provas, então tem mesmo de coçar a cabeça e perguntar a si próprio: 'É esta a direcção que queremos seguir?  

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