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Manifestações em Bruxelas. Violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”
Mundo 2 min. 24.01.2022
Ministra do Interior belga

Manifestações em Bruxelas. Violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”

Ministra do Interior belga

Manifestações em Bruxelas. Violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”

Foto: AFP
Mundo 2 min. 24.01.2022
Ministra do Interior belga

Manifestações em Bruxelas. Violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”

Lusa
Lusa
Foram efetuadas 228 detenções administrativas por “perturbação da ordem pública”, e libertadas todas as pessoas, depois de terem sido identificadas. Outros 11 suspeitos – seis belgas, três franceses, um holandês e um afegão – foram detidos por “posse de arma, rebelião contra a polícia e/ou danos”.

A polícia belga anunciou esta segunda-feira ter interpelado 239 pessoas após a manifestação de domingo em Bruxelas contra as restrições impostas por causa da pandemia de covid-19 e que degenerou em violência, em que 11 pessoas foram detidas.

Num relatório divulgado esta segunda-feira, a polícia de Bruxelas indicou que foram efetuadas 228 detenções administrativas por “perturbação da ordem pública”, e libertadas todas as pessoas, depois de terem sido identificadas.

No entanto, outros 11 suspeitos – seis belgas, três franceses, um holandês e um afegão – foram detidos por “posse de arma, rebelião contra a polícia e/ou danos”, refere a polícia no documento.

Marcha de protesto juntou cerca de 50 mil pessoas em Bruxelas

Segundo as autoridades belgas, a iniciativa da organização Europeus Unidos pela Liberdade, criada por um belga, consistiu numa marcha de protesto que, domingo, congregou cerca de 50 mil pessoas em Bruxelas.


Bruxelas. Cerca de 50 mil pessoas em mega manifestação contra medidas sanitárias
É a maior manifestação anticovid-19 na capital dos últimos meses.

A marcha foi a maior mobilização na rua de opositores às restrições registada na Bélgica em dois anos e contou com a presença de manifestantes de países vizinhos, como Alemanha, França ou Países Baixos, acrescentaram as autoridades policiais.

Embora a manifestação tenha decorrido pacificamente ao longo de três horas, a situação degenerou quando os manifestantes chegaram às proximidades de instituições da União Europeia (UE).

Segundo a polícia, “400 a 500” pessoas “procuraram deliberadamente o confronto” com as forças de segurança, lançando vários projéteis e incendiando mobiliário urbano.

Os canhões de água e o gás lacrimogéneo usados para dispersar os manifestantes não impediram que pequenos grupos continuassem os confrontos.

Violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”  

As forças antimotim, “bombardeadas com barreiras de metal e latas de lixo em chamas”, foram obrigadas a recuar para uma entrada do metropolitano para se refugiarem no subsolo.

A violência é “totalmente inaceitável” e algumas imagens são “alucinantes”, denunciou a ministra do Interior belga, Annelies Verlinden, em declarações à rádio pública flamenga. 

Para Verlinden, os “arruaceiros” são membros da extrema-direita, mas também da extrema-esquerda.

Entre os 239 interpelados no total, e além dos cidadãos belgas, a polícia contabilizou 14 cidadãos franceses, nove holandeses, três alemães e dois polacos.

Realizada antes da onda da variante Omicron, que levou as autoridades belgas a reforçar as restrições, a maior manifestação de opositores até agora em Bruxelas reuniu a 21 de novembro de 2021 cerca de 35 mil pessoas, segundo a polícia belga.



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De acordo com declarações da porta-voz da polícia de Bruxelas-Ixelles, Ilse Van de Kerre, os manifestantes – entre 300 e 500, conforme a polícia ou a imprensa belga - entraram em confronto com as autoridades numa zona não longe da sede do Governo federal belga.
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