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Manifestações de Palestinianos contra projeto de anexação de Israel
Mundo 2 min. 05.06.2020 Do nosso arquivo online

Manifestações de Palestinianos contra projeto de anexação de Israel

Manifestações de Palestinianos contra projeto de anexação de Israel

AFP
Mundo 2 min. 05.06.2020 Do nosso arquivo online

Manifestações de Palestinianos contra projeto de anexação de Israel

Redação
Redação
Segundo uma sondagem, 50% dos israelitas pensa que o plano do seu governo de anexar partes da Cisjordânia irá desencadear uma revolta palestiniana, mas, de qualquer forma, está a favor que se prossiga com a invasão do território palestiniano caso tenham apoio dos Estados Unidos.

Algumas dezenas de palestinianos manifestaram-se hoje em Tulkarem e várias concentrações estão previstas para outras cidades da Cisjordânia ocupada em protesto contra o projeto de Israel de anexar partes deste território.

Em Tulkarem, no norte da Cisjordânia, os manifestantes seguravam bandeiras palestinianas e gritavam ‘slogans’ contra a colonização israelita e o projeto de anexação.

O exército israelita disparou granadas de atordoamento e de gás lacrimogéneo para impedir os manifestantes de se aproximarem de um controlo de passagem militar, constatou um jornalista da agência France-Presse.

Para a tarde estão previstas manifestações em Nablus (norte), Hebron (sul) e Ramallah (centro).

O novo governo de união israelita deve apresentar a partir de 01 de julho a sua estratégia para aplicar o plano da administração norte-americana para o Médio Oriente, que prevê a anexação por Israel de colonatos e do Vale do Jordão na Cisjordânia ocupada.


Palestina. Netanyahu diz que vai anexar grande parte da Cisjordânia até ao verão
“Daqui a alguns meses estou confiante de que essa promessa será honrada, que podemos celebrar outro momento histórico”, disse Benjamin Netanyahu

Os palestinianos rejeitaram por parcialidade o “plano Trump”, que prevê igualmente a criação de um Estado da Palestina, mas num território reduzido e sem Jerusalém Oriental por capital, contrariamente ao que desejavam.

As manifestações coincidem com o aniversário do que os palestinianos designam de “Naksa”, a derrota dos países árabes na guerra dos Seis Dias em 1967.

Este conflito causou o deslocamento de centenas de milhares de palestinianos e levou à ocupação por Israel da Faixa de Gaza – de onde se retirou em 2005 -, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, que anexou como parte da sua “capital indivisível”.

“Hoje assinalam-se 53 anos de ocupação israelita, acabar com ela é uma responsabilidade internacional”, escreveu na rede social Twitter o secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erakat.

Mais de 450.000 israelitas vivem em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pela lei internacional, ao lado de 2,7 milhões de palestinianos.

Cinquenta por cento dos israelitas apoiam a anexação

A maioria dos israelitas pensa que o plano do seu governo de anexar partes da Cisjordânia irá desencadear uma revolta palestiniana, mas, de qualquer forma, está a favor que se prossiga com a invasão do território palestiniano, segundo um estudo publicado pelo Israel Democracy Institute revelado pelo Israel Times esta quarta-feira.

Cinquenta por cento dos israelitas apoiam a anexação, contado com o apoio dos EUA, de acordo com uma nova sondagem publicada pelo Israel Democracy Institute (Instituto para a Democracia de Israel). 

Cerca de 31% opuseram-se à anexação, enquanto os restantes estavam indecisos. Apesar do apoio maioritário à proposta de Netanyahu, a implementação do seu plano levaria muito provavelmente a uma revolta, de acordo com 58% dos israelitas inquiridos. 

Na segunda-feira, segundo o mesmo jornal, o Ministro da Defesa Benny Gantz ordenou ao exército que acelerasse "a preparação militar à frente dos passos políticos na ordem do dia na cena palestiniana". 

A última sondagem, que inquiriu 771  cidadãos no final de maio, seguiu as advertências da vizinha Jordânia e de outros países contra a anexação. 

No domingo, as Nações Unidas afirmaram que a medida violaria o direito internacional e "muito provavelmente desencadearia conflitos e instabilidade" nos territórios palestinianos.

Com Lusa


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