Escolha as suas informações

Mais quatro mortos na Bolívia. No total já são 28.
Mundo 2 min. 17.11.2019

Mais quatro mortos na Bolívia. No total já são 28.

Mais quatro mortos na Bolívia. No total já são 28.

Mundo 2 min. 17.11.2019

Mais quatro mortos na Bolívia. No total já são 28.

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
O Golpe de Estado na Bolívia já fez, pelo menos, 28 mortos e perto de 600 feridos.

Quatro pessoas morreram no sábado em manifestações na Bolívia, elevando para pelo menos 28 o número vítimas fatais desde o final de outubro, início da crise social e política.

Desde há uma semana outras cinco pessoas foram mortas em La Paz, oito em Chochabamba, cinco em Sacaba, cinco em Santa Cruz e uma em Potosí. 

O número de feridos em confrontos com as Forças Armadas do regime não para de aumentar. São pelo menos 524, entre eles, 78 mulheres, 464 homens, 12 crianças, nove idosos, duas pessoas com deficiência, oito jornalistas e 12 polícias. 

Tanto a ONU como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciam "o uso desproporcional da força policial e militar", ao recorrerem a armas de fogo para reprimir as manifestações.

Este sábado, o autoproclamado governo da Bolívia garantiu que o decreto que isenta polícias e militares da responsabilidade criminal quando agem em situações de necessidade e sob legítima defesa, não é uma "licença para matar" e está enquadrado na Constituição e nas leis da país.

Em conferência de imprensa no Palácio do Governo de La Paz, o ministro interino da Presidência, Xerxes Justiniano, disse que a medida emitida na sexta-feira "não contribui para nenhum estado de maior violência", mas é um instrumento para "contribuir para a paz social".

A resposta governamental surge na sequência de uma acusação feita pela CIDH de que esta regra assinada pela Presidente interina Jeanine Áñez "ignora os padrões internacionais" de direitos humanos e "estimula a repressão violenta".

O ex-Presidente boliviano Evo Morales disse numa entrevista divulgada na sexta-feira pela agência de notícias Associated Press que quer a ONU a mediar a crise política no país e admitiu pedir a intervenção da Igreja Católica e do papa Francisco.

Morales afirmou ter sido deposto do cargo através de um golpe de Estado que o forçou a exilar-se no México.

A renúncia de Morales surgiu após protestos em todo o país por suspeita de fraude eleitoral na eleição de 20 de outubro. Quinze dias antes da votação a oposição já tinha anunciado que, caso Evo fosse eleito para o quarto mandato consecutivo, não reconheceria os resultados.


Notícias relacionadas