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Mais de 630 detidos em manifestação na Bielorrúsia
Mundo 2 min. 07.09.2020

Mais de 630 detidos em manifestação na Bielorrúsia

Mais de 630 detidos em manifestação na Bielorrúsia

Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.09.2020

Mais de 630 detidos em manifestação na Bielorrúsia

Lusa
Lusa
De acordo com informações oficiais, 363 dos detidos ainda estão em prisão preventiva, a aguardar que o tribunal se pronuncie sobre os seus casos.

Mais de 600 pessoas foram detidas durante uma manifestação realizada este domingo,6 de setembro, em Minsk, na Bielorrússia, para contestar a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, anunciou a polícia local.

“Um total de 633 pessoas foram detidas ontem [domingo] por violarem a lei sobre eventos em massa”, disse o Ministério do Interior da Bielorrússia, em comunicado divulgado hoje.

De acordo com o ministério, 363 dos detidos ainda estão em prisão preventiva, a aguardar que o tribunal se pronuncie sobre os seus casos.

Este foi o maior número de detenções feito numa manifestação de protesto contra os resultados anunciados das eleições presidenciais de 09 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou um sexto mandato com 80% dos votos, eleições consideradas fraudulentas pela oposição.


Bielorrússia. Polícia detém dezenas de pessoas em manifestação da oposição
A polícia bielorrussa deteve hoje dezenas de pessoas que participavam numa manifestação da oposição ao presidente Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, cuja reeleição em 9 de agosto é contestada como fraudulenta.

No domingo, o grupo bielorrusso de defesa dos direitos humanos Viasna avançou que várias dezenas de manifestantes tinham sido detidos à margem da marcha de protesto da oposição.

Mostrando as cores branca e vermelha da oposição, a multidão convergiu de vários bairros para o centro de Minsk, onde foi instalado um importante dispositivo de segurança.

Uma dirigente da oposição na Bielorrússia poderá estar entre os detidos, anunciou o portal bielorrusso Tut.by, citando testemunhas que dizem ter visto desconhecidos a levar Maria Kolesnikova numa carrinha, em Minsk.

“Na manhã do dia 07 de setembro, próximo do Museu Nacional de Arte, desconhecidos colocaram Kolesnikova numa carrinha na qual estava escrita a palavra ‘Sviaz’ (Comunicações) e levaram-na para um local desconhecido”, refere o portal.


Bielorrússia quer dialogar com "parceiros" estrangeiros
Depois de nova vitória de Alexander Lukashenko, nas últimas eleições presidenciais, vários manifestantes foram detidos em protestos que contestaram os resultados eleitorais. Organizações de direitos humanos do país denunciaram abusos e torturas contra os detidos.

Kolesnikova, membro do Conselho de Coordenação para a transferência pacífica do poder na Bielorrússia, é uma das principais figuras da oposição bielorrussa no país e uma das poucas que escolheram não se exilar no estrangeiro.

Desfile de mulheres no sábado

No sábado foram cerca de 5.000 as mulheres que desfilaram na capital bielorrussa, pedindo a demissão do Presidente Alexander Lukashenko, enquanto estudantes universitários também se manifestavam contra a detenção de colegas noutros protestos.

Lukashenko, de 66 anos e que há 26 lidera a ex-república soviética de 9,5 milhões de habitantes, tem acusado os manifestantes de serem "marionetas" do Ocidente.


Bielorrússia. Candidata da oposição refugia-se na Lituânia
Milhares de pessoas voltaram às ruas na segunda-feira à noite para protestar contra os resultados das presidenciais de domingo, que deram um sexto mandato ao atual chefe de Estado.

A líder da oposição na Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaya, que se exilou na Lituânia após o escrutínio, exigiu na sexta-feira perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas o uso de "todos os mecanismos", incluindo sanções, para terminar a violência e as "violações dos direitos humanos" do Governo de Minsk.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas de forma musculada, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Tikhanovskaya, 37 anos, também solicitou o envio imediato de observadores internacionais para que documentem a situação no terreno e a convocação de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos para discutir a crise na Bielorrússia.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a recente vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer um diálogo com a oposição.

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