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Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica Azovstal em Mariupol
Mundo 5 3 min. 17.05.2022
Guerra na Ucrânia

Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica Azovstal em Mariupol

Militares ucranianos na fábrica Azovstal, na cidade de Mariupol.
Guerra na Ucrânia

Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica Azovstal em Mariupol

Militares ucranianos na fábrica Azovstal, na cidade de Mariupol.
Foto: AFP
Mundo 5 3 min. 17.05.2022
Guerra na Ucrânia

Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica Azovstal em Mariupol

Lusa
Lusa
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, saudou a retirada de 264 militares da fábrica Azovstal na cidade de Mariupol na segunda-feira à noite, na sequência do cessar-fogo acordado com Moscovo.

A retirada foi possível "graças às ações dos militares ucranianos, das Forças Armadas da Ucrânia, dos serviços de informação, da equipa de negociação, do Comité Internacional da Cruz Vermelha e das Nações Unidas (...). Entre eles estão feridos graves, que estão a receber ajuda médica", sublinhou.

Zelensky salientou que "a Ucrânia precisa de heróis ucranianos vivos". "Este é o nosso principal objetivo", acrescentou, explicando que o trabalho prosseguia "para os fazer regressar a casa, um trabalho que requer delicadeza e tempo".



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Severodonetsk e Lyssychank são duas das poucas cidades importantes na região de Lugansk, no Donbass, que ainda estão sob controlo ucraniano.

O Presidente ucraniano participou numa reunião, na segunda-feira, com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, "sobre como acelerar a prestação de assistência financeira à Ucrânia, dado o défice orçamental do Estado durante a guerra", de acordo com um comunicado da presidência.

Zelensky explicou também, no habitual discurso noturno, que as autoridades ucranianas estão a trabalhar para acelerar a integração da Ucrânia na UE e para que as sanções contra a Rússia sejam alargadas.


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Moscovo diz que agora "não há quaisquer negociações" com Kiev

O vice-ministro russo, Andrey Rudenko, assegurou hoje que não há qualquer negociação a decorrer atualmente entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que Kiev "abandonou de vez" o diálogo.

“As negociações pararam. A Ucrânia abandonou de vez o processo de diálogo”, disse Rudenko à agência Interfax, sublinhando que as conversações entre os dois países, iniciadas em finais de fevereiro, foram interrompidas.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, criticou hoje Washington e Londres por “terem guiado” a Ucrânia durante as rondas de negociações anteriores com o país russo.

As negociações entre ambas as partes encontram-se suspensas há mês e meio, depois de se terem intensificado os combates em Mariupol e o mundo assistir às imagens do massacre de Bucha.

A última ronda de diálogo presencial entre os delegados de cada país aconteceu em Istambul, no dia 29 de março.

No seguimento da reunião, ambos os países conseguiram chegar a pequenos acordos, que acabaram sem efeito depois de as semanas seguintes mostrarem que as diferenças continuaram irreconciliáveis.

No dia 9 de maio, o chefe negociador russo, Vladimir Medinsky, garantiu que as negociações à distância continuaram e “não pararam”.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 82.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas – cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,1 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também as Nações Unidas disseram que cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A ONU indicou na segunda-feira que 3.668 civis morreram e 3.896 ficaram feridos, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a cidades cercadas ou a zonas até agora sob intensos combates.

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