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Mais 46 mil saídas elevam para 3,77 milhões número total de refugiados
Mundo 3 min. 26.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Mais 46 mil saídas elevam para 3,77 milhões número total de refugiados

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, vê o presidente dos Estados Unidos, encontrar-se com refugiados da Guerra da Rússia contra a Ucrânia no estádio PGE Narodowy em Varsóvia.
Guerra na Ucrânia

Mais 46 mil saídas elevam para 3,77 milhões número total de refugiados

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, vê o presidente dos Estados Unidos, encontrar-se com refugiados da Guerra da Rússia contra a Ucrânia no estádio PGE Narodowy em Varsóvia.
AFP
Mundo 3 min. 26.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Mais 46 mil saídas elevam para 3,77 milhões número total de refugiados

Lusa
Lusa
No total, mais de 10 milhões de pessoas, o equivalente a um quarto da população, já saíram das suas casas devido à guerra.

A ONU contabiliza hoje 3,77 milhões de refugiados da Ucrânia desde o início da invasão russa, mais 46 mil do que na sexta-feira, o que representa um abrandamento face ao início da semana.

No total, mais de 10 milhões de pessoas, o equivalente a um quarto da população, já saíram das suas casas devido à guerra, quase 6,5 milhões dos quais se encontram deslocados no interior da Ucrânia.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) regista hoje 3.772.599 refugiados ucranianos na sua página eletrónica dedicada ao conflito, o que representa mais 46.793 do que na sexta-feira.

As saídas da Ucrânia têm vindo a diminuir nos últimos dias, depois de atingirem mais de 200.000 por dia em dois dias consecutivos do início de março.

A Europa não conhecia um fluxo tão rápido de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.


Um homem foge com os seus pertences durante um bombardemento na cidade nordeste de Kharkiv.
Cerca de 13 milhões de pessoas retidas na Ucrânia e sem meios para fugir
Cerca de 13 milhões de pessoas estão retidas em áreas afetadas pelo conflito na Ucrânia e sem meios para fugir devido, entre outras coisas, à destruição de estradas e pontes.

Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças e a agência da ONU para a infância (Unicef) contabiliza em mais de 1,5 milhões o número de menores refugiados.

Antes do conflito, a Ucrânia tinha mais de 37 milhões de habitantes nos territórios controlados por Kiev – excluindo a Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia, e as zonas do leste do país controladas por separatistas pró-russos desde o mesmo ano.

Só a Polónia acolhe mais de metade de todos os refugiados que saíram da Ucrânia desde o início da guerra, o equivalente a seis em cada dez refugiados.

Desde 24 de fevereiro e até sexta-feira, 2.236.314 pessoas fugiram para a Polónia, segundo uma contabilização do ACNUR.

A guarda fronteiriça polaca contabilizou hoje 2.268.000 entradas.

Antes da invasão, a Polónia já acolhia cerca de 1,5 milhões de ucranianos que emigraram para o país, membro da União Europeia.

Segundo o ACNUR, 579.800 pessoas passaram a fronteira da Ucrânia com a Roménia até 25 de março, muitas das quais seguiram viagem uma vez em segurança.

Na Moldova, país de apenas 2,6 milhões de habitantes e um dos mais pobres da Europa, entraram até sexta-feira 379.204 pessoas provenientes da Ucrânia, alguns dos quais seguiram para a Roménia ou a Hungria, muitas vezes para se reunirem com familiares.

A Hungria acolheu 342.738 refugiados da Ucrânia até dia 25 e a Eslováquia 267.702.

Na Rússia entraram 271.254 pessoas provenientes da Ucrânia até dia 22 e, entre 21 e 23 de fevereiro, 113.000 pessoas entraram no país provenientes dos territórios controlados pelos separatistas, Donetsk e Lugansk.

Na Bielorrússia entraram, até 24 de março, 6.341 pessoas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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