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Maioria parlamentar francesa vai reescrever polémico artigo de lei de segurança
Mundo 2 min. 30.11.2020

Maioria parlamentar francesa vai reescrever polémico artigo de lei de segurança

Este fim-de-semana, manifestações violentas tiveram lugar em França para protestar contra a lei de segurança.

Maioria parlamentar francesa vai reescrever polémico artigo de lei de segurança

Este fim-de-semana, manifestações violentas tiveram lugar em França para protestar contra a lei de segurança.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 30.11.2020

Maioria parlamentar francesa vai reescrever polémico artigo de lei de segurança

Lusa
Lusa
O artigo, que tem sido nos últimos dias objeto de forte contestação pelos órgãos de comunicação social e de defensores dos direitos humanos e civis, foi aprovado pelo Paramento, mas não pelo Senado.

Os partidos da maioria governamental em França vão rescrever e submeter ao parlamento uma nova versão de um artigo da Lei sobre Segurança, que enquadra a difusão de imagens de polícias em ação.


Novo protesto em França contra lei de segurança termina em incidentes
O protesto foi promovido por sindicatos, associações de imprensa, organizações de direitos humanos e até pelo movimento dos “coletes amarelos”, numa nota conjunta que alertava que, se a lei for adiante, França corre o risco de entrar para a lista de países que violam a liberdade de imprensa.

A maioria vai apresentar “uma nova versão completa” do artigo 24, uma vez que “persistem as dúvidas”, disse Christophe Castaner, líder parlamentar da La Republique En Marche (MREM), partido social e liberal fundado em França a 06 de abril de 2016 pelo ex-ministro da Economia e Indústria e atual Presidente francês, Emmanuel Macron.

Castaner, que não adiantou pormenores sobre a nova versão, acrescentou “entender as dúvidas” e manifestou a vontade de evitar que a “incompreensão se intensifique”.

Os opositores ao artigo 24 têm denunciado entraves ao direito de informar e reclamam a anulação.

No sábado, um protesto em Paris contra os limites à difusão de imagens da polícia resultou em ferimentos em 23 agentes e na detenção de pelo menos 46 manifestantes, segundo as autoridades francesas.

A manifestação reuniu na capital francesa 46 mil pessoas, mas, ao todo, em várias cidades francesas, a “marcha pelas liberdades” juntou 133 mil manifestantes, de acordo com dados do Ministério do Interior.

Na rede social Twitter, o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse que 37 polícias ficaram feridos nos vários protestos, incluindo 23 em Paris.

Na capital francesa, o protesto iniciou-se na Praça da República, com os confrontos com a polícia a ocorrerem na Praça da Bastilha, onde alguns manifestantes encapuzados arremessaram objetos e agentes dispararam gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersá-los.

Os protestos, apoiados por partidos de esquerda, foram promovidos por sindicatos, associações da imprensa, organizações de defesa dos direitos humanos e movimento "coletes amarelos" e visaram contestar a proposta de lei aprovada dias antes na Assembleia Nacional, que prevê um ano de prisão e uma multa de 45 mil euros para quem difundir imagens de agentes da polícia com a intenção de colocá-los em perigo.

Segundo a organização dos protestos, a França corre o risco de integrar, com esta legislação, a lista de países que violam a liberdade de imprensa.

As manifestações acontecem depois de recentes casos de atuação violenta da polícia, como a agressão há uma semana ao produtor musical negro Michel Zecler, num controlo, por não usar máscara. O caso foi conhecido devido a imagens de câmaras de videovigilância. 

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