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Maduro tem a cabeça a prémio
Mundo 2 min. 26.03.2020

Maduro tem a cabeça a prémio

(FILES) In this file photo taken on February 14, 2020 Venezuela's President Nicolas Maduro gestures during a press conference with members of the foreign media at Miraflores palace in Caracas. - The US Justice Department announced the indictment of Venezuelan President Nicolas Maduro on March 26, 2020 for "narco-terrorism" and offered $15 million for information leading to his capture. (Photo by YURI CORTEZ / AFP)

Maduro tem a cabeça a prémio

(FILES) In this file photo taken on February 14, 2020 Venezuela's President Nicolas Maduro gestures during a press conference with members of the foreign media at Miraflores palace in Caracas. - The US Justice Department announced the indictment of Venezuelan President Nicolas Maduro on March 26, 2020 for "narco-terrorism" and offered $15 million for information leading to his capture. (Photo by YURI CORTEZ / AFP)
AFP
Mundo 2 min. 26.03.2020

Maduro tem a cabeça a prémio

ashington acusa o Presidente e outras figuras de Estado da Venezuela de tráfico de droga e apoio ao terrorismo para forçar uma transição de poder em Miraflores. Oferece cerca de 15 milhões de dólares por informações relevantes.

Acusado de liderar e "participar numa organização criminosa com ligações às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)", Nicolás Maduro tem a cabeça prémio nos EUA, depois do Departamento da Justiça ter anunciado a abertura de um inquérito contra o Presidente e contra as principais figuras de Estado da Venezuela.  

As autoridades "oferecem uma recompensa" de cerca de 15 milhões de euros "por informações" relacionadas com Maduro e outros 10 milhões de euros por denúncias que digam respeito ao presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, ao presidente do Supremo Tribunal da Justiça, Maikel Moreno, ao ministro da defesa, Vladimir Padrino, assim como ao antigo chefe da inteligência militar e ao ministro da indústria e da produção nacional. 

"O povo venezuelano merece um governo representativo, responsável e transparente que sirva as necessidades do povo e não traia a confiança do povo, perdoando ou empregando funcionários públicos envolvidos no tráfico ilegal de drogas", reagiu o secretário de Estado, Mike Pompeo, em um comunicado. 

Processo anunciado

Antes, logo pelas 10h15 da manhã, o Senador republicano Marco Rubio já tinha antecipado nas redes sociais que "hoje, Nicolas Maduro" seria "processado pelo Departamento da Justiça e acusado de narcoterrorismo". A acusação tem vindo a ser repetida pelos corredores da Casa Branca. Já em janeiro, Mike Pompeo dava a entender que, na sua opinião, Maduro "liderava algo que se parece mais a um cartel de drogas do que um governo". 

Sem que tenham sido reveladas as provas que sustentam a acusação, certo é que a justiça norte-americana está empenhada em colocar Nicolas Maduro no banco dos réus. O objetivo é pressionar uma transição de poder no Palácio de Miraflores. Na linha da frente contra a Revolução Bolivariana, os EUA foram, de resto, o primeiro dos cerca de 50 países a reconhecer a legitimidade da autoproclamação de Juan Guaidó numa praça da capital. Há um ano que se batem por "eleições livres e justas" sem a participação dos chavistas. 

Nem a pandemia abranda a estratégia norte-americana. Numa altura em que grande parte das conferências de imprensa do mundo estão focadas na atualização dos balanços de infetados e vítimas mortais do coronavírus e nas medidas extraordinárias para conter o surto do novo coronavírus, o Procurador Geral William P.Barr convocou os procuradores federais de Manhattan e Miami para anunciar o desfecho das investigações. 


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