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Madrid. Última chamada para salvar o planeta
Mundo 3 min. 02.12.2019

Madrid. Última chamada para salvar o planeta

Madrid. Última chamada para salvar o planeta

Foto: AFP
Mundo 3 min. 02.12.2019

Madrid. Última chamada para salvar o planeta

Começou hoje em Madrid a Cimeira do Clima que dura até 13 de dezembro e que pretende concretizar e alargar os objetivos do Acordo de Paris para defender um planeta que se encaminha para um aumento da temperatura média de 3,5ºC.

Arrancou esta segunda-feira em Madrid a Cimeira do Clima (COP25), onde os 50 chefes de Estado e de governo presentes, em conjunto com líderes das principais organizações internacionais, procuram lançar as bases para uma nova fase no combate às alterações climáticas. O Grão-Duque Henri, o primeiro-ministro português, António Costa, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, são algumas das figuras presentes nesta iniciativa que esteve inicialmente marcada para Santiago do Chile.

Há um mês, o presidente chileno Sebastián Piñera viu-se obrigado a cancelar a cimeira que estava prevista para o seu país devido aos violentos protestos contra as políticas do seu governo e pensou-se na possibilidade de adiar sem data prevista o encontro. Com Madrid a assumir a passagem do testemunho, trata-se agora de alcançar um compromisso para a adoção definitiva do Acordo de Paris e ganhar os líderes mundiais para o desenvolvimento das propostas contidas no entendimento, assinado em 2015, para serem implementadas a partir da próxima década de modo a conter o aquecimento global dentro de limites sustentáveis.


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Oficialmente, a cimeira recebe o nome de 25.ª Conferência das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas mas os 196 países presentes não vão ter o trabalho facilitado. Apesar de o Parlamento Europeu ter declarado a Emergência Climática, o encontro vai ter de superar um complexo contexto internacional em que Donald Trump já iniciou o processo para retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, no qual a China não dá sinais de querer aumentar os seus planos de redução de emissão de gases e onde a Rússia não apresentou à ONU como vai executar tais objetivos. Mesmo dentro da União Europeia (UE), os 28 Estados ainda não chegaram a um consenso sobre a meta de zero emissões até 2050.

Embora, no caso da UE, seja no Conselho Europeu, que vai reunir nos dias 12 e 13 de dezembro, que os 28 vão decidir o alcance das medidas a tomar, Ursula von der Leyen já anunciou querer uma redução de 50% até 2030.

O facto é que, com os acordos atuais, o planeta se encaminha para um aquecimento global de 3,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Além disso, se a UE, uma das entidades governamentais com maior ambição climática, cumprisse o que o Parlamento Europeu pede - um aumento do seu objetivo de reduzir as emissões em 50% até 2030 em relação aos níveis de 1990 - também não daria para alcançar a meta: "Não seria sequer suficiente para limitar o aquecimento global a 2°C, e muito menos a 1,5°C", afirmaram fontes da Greenpeace ao Eldiario.


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Mas esta reunião também tem dois desafios específicos pela frente: um político e outro técnico. Por um lado, deve servir para dar um "sinal claro" por parte destes países de que querem aumentar as metas contra o aquecimento, destacou no domingo António Guterres, secretário-geral da ONU. Por outro lado, recordou que o Acordo de Paris tem de ser cumprido e que os critérios para a criação de mercados de emissões têm de ser estabelecidos, o que até agora não foi possível devido ao desacordos entre os diferentes países.


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