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Macron. "Não haverá solução pacífica nas próximas horas ou dias"
Mundo 2 min. 10.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Macron. "Não haverá solução pacífica nas próximas horas ou dias"

Presidente francês, Emmanuel Macron, na chegada a Versailles, antes do Conselho Europeu informal que acontece quinta e sexta-feira.
Guerra na Ucrânia

Macron. "Não haverá solução pacífica nas próximas horas ou dias"

Presidente francês, Emmanuel Macron, na chegada a Versailles, antes do Conselho Europeu informal que acontece quinta e sexta-feira.
Kay Nietfeld/dpa
Mundo 2 min. 10.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Macron. "Não haverá solução pacífica nas próximas horas ou dias"

Redação
Redação
O Presidente francês, Emmanuell Macron, revelou-se pessimista quanto ao desenrolar na guerra da Ucrânia e assegura que "a Europa deve preparar-se para todos os cenários"

Antes do início do Conselho Europeu informal, a acontecer no Palácio de Versailles, entre esta quinta e sexta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, exortou a Europa a ser unida e forte. 

"A Europa deve preparar-se para todos os cenários", disse Macron, confessando estar "preocupado e pessimista", disse o presidente sobre a guerra na Ucrânia, tema central deste encontro entre os 27 líderes europeus. Sem querer alimentar falsas esperanças, o presidente garantiu que "não haverá solução pacífica nas próximas horas ou dias". 

No entanto, um dos caminhos para uma resolução deste conflito continua a ser o diálogo, defendeu. Por isso mesmo, disse manter um contacto intensivo com o líder do Kremlin Vladimir Putin e que vão voltar a falar "nas próximas horas". 

A ameaça estende-se para além das linhas fronteiriças da Ucrânia, acredita Macron. "Compreendemos que a nossa democracia está sob ameaça", e que a Europa tem de responder a isto. 

Independência energética

À medida que mais sanções económicas vão sendo discutidas e aplicadas tanto à Rússia como ao círculo próximo de Putin, a dependência energética europeia continua a ser uma questão. "É necessária mais soberania e independência na defesa e no fornecimento de energia", afirmou o líder francês, que atualmente detém a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

"A Europa mudou durante a pandemia e irá mudar ainda mais rapidamente face à guerra", continuou, usando até termos semelhantes aos usados para combater o vírus. "Precisamos de um plano de resiliência para a nossa economia", defendeu.  

A população e as empresas devem ser protegidas do aumento dos preços da energia e é necessária uma solução europeia forte. A questão "é a rapidez com que se pode reduzir a dependência de gás e petróleo da Rússia, que também pode utilizar ambos como meio de exercer pressão". Para Macron, os países que atualmente são mais dependentes do gás russo devem ser ajudados, e a solidariedade europeia é necessária.  

Quanto a uma "adesão relâmpago" da Ucrânia à União Europeia, o presidente escusou-se a fazer promessas, mas "podemos enviar um sinal esta noite", disse. A Europa deve olhar para a forma como se redefine geograficamente e a sua "arquitetura vai mudar", previu. 


Bombardeamentos russo a maternidade em Mariupol.
Não foi só em Mariupol. Tropas russas destruíram mais duas maternidades na Ucrânia
Bombardeamentos russos atingiram também uma maternidade na cidade de Zhytomyr e na localidade de Saltivsky, em Kharkiv, desconhecendo-se, para já, o número de vítimas.

Macron condenou ainda o ataque russo a uma maternidade de Mariupol. "A França condena nos termos mais veementes o ato de guerra cujo objetivo óbvio é matar civis, especialmente mulheres e crianças".    




Com agências.

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