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Macron investe oito mil milhões contra a pobreza até 2022

Macron investe oito mil milhões contra a pobreza até 2022

Foto: AFP
Mundo 13.09.2018

Macron investe oito mil milhões contra a pobreza até 2022

Presidente francês apresentou plano com medidas que visam apoiar sobretudo quem sobrevive com menos de 1.105 euros por mês, ou seja, 8,8 milhões de cidadãos.

Vai custar oito mil milhões de euros até 2022 e visa apoiar sobretudo quem sobrevive com menos de 1.105 euros por mês, isto é, 8,8 milhões de cidadãos: trata-se do plano de Emmanuel Macron contra a pobreza, divulgado hoje pelo próprio chefe de Estado.

Com as sondagens a revelarem queda aprofundada de popularidade e após a demissão do ministro Nicolas Hulot, que tutelava a pasta do Ambiente, Macron resolveu que era chegado o tempo de dedicar atenção aos mais desprotegidos, embora França seja já o país que mais apoios sociais proporciona (32,1% do PIB, de acordo com os dados oficiais divulgados pela imprensa gaulesa), além de a sua taxa de pobreza (13,6%) ser também uma das mais baixas. Mesmo assim, segundo afirmou o próprio Presidente, "uma criança pobre em França teria de esperar 180 anos até que os seus descendentes chegassem à classe média".

Entre as medidas divulgadas incluem-se a escolaridade obrigatória a partir dos três anos com distribuição de pequenos-almoços gratuitos e a criação de 30 mil jardins de infância, além de ajuda aos centros que recebam crianças mais desfavorecidas; para os adolescentes, incentivos no sentido de que permaneçam na escola até aos 18 anos e garantam formação profissional (cerca de 60 mil adolescentes entre os 16 e os 18 anos deixaram as escolas nos últimos anos, encontrando-se sem ocupação); e um apoio único de atividade, destinado a acompanhar com proximidade quem mais necessita sem deixar de lado sugestões de inserção laboral.   

"Não é uma questão de ajudar os mais desfavorecidos a viverem melhor na pobreza, mas sim de ajudá-los a sair dela", defendeu. "Pretendo dar aos mais pobres a possibilidade de escolha de deixarem de o ser ou de o serem um pouco menos", resumiu.

O plano esteve para ser apresentado no passado mês de julho, mas a conquista do título mundial de futebol pelos franceses levou ao adiamento da divulgação das medidas.


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