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Macron concede a mais alta distinção de França a forte opositor de Jair Bolsonaro
Mundo 3 min. 25.11.2021
Brasil

Macron concede a mais alta distinção de França a forte opositor de Jair Bolsonaro

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Foto: AFP
Mundo 3 min. 25.11.2021
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Macron concede a mais alta distinção de França a forte opositor de Jair Bolsonaro

Lusa
Lusa
Senador brasileiro Randolfe Rodrigues vai receber a comenda 'Légion d’honneur'. A condecoração é um reconhecimento pela atuação do parlamentar no enfrentamento da covid-19 no Brasil.

O Presidente francês, Emmannuel Macron, vai conceder a comenda 'Légion d’honneur', a mais alta distinção de França, ao senador brasileiro Randolfe Rodrigues, um dos maiores opositores do chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, informaram esta quinta-feira fontes oficiais.

"O Presidente francês, Macron, marcou data para a entrega da comenda 'Légion d’honneur', maior honraria do país, ao nosso senador Randolfe Rodrigues. A condecoração é um reconhecimento pela atuação do parlamentar no enfrentamento da covid-19 no Brasil", anunciou o partido brasileiro Rede Sustentabilidade na rede social Twitter.

Já o senador declarou que a distinção pertence às famílias brasileiras que perderam entes queridos devido à pandemia.

"É muito mais do que eu mereço e mais longe do que pensei chegar. A comenda não pertence a mim, mas sim às milhares de famílias brasileiras que tiveram um amor retirado de suas vidas pela pandemia da covid-19", escreveu no Twitter o senador, que foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que ao longo de seis meses investigou falhas e crimes na gestão da covid-19 no Brasil e atribuiu nove crimes a Bolsonaro.

Cerimónia acontecerá na embaixada francesa em Brasília   

A cerimónia, tradicionalmente realizada em Paris, acontecerá na embaixada francesa em Brasília, devido ao momento pandémico, e está marcada para 06 de dezembro.

Oito dias após receber o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Eliseu, na capital francesa, Macron distingue agora Randolfe Rodrigues, que será o único brasileiro e único político a ser agraciado este ano, segundo a imprensa local.

O Governo francês indicou, citado pelo jornal Folha de S.Paulo, que a condecoração é um reconhecimento pela atuação do parlamentar no combate à covid-19 no Brasil e pela sua "defesa fervorosa" do meio ambiente e do Acordo de Paris, "como ilustra o seu forte comprometimento com a luta pela preservação das reservas na Amazónia" e a sua "incansável dedicação ao desenvolvimento das regiões limítrofes do Amapá e da Guiana Francesa".

Bolsonaro acusa Macron de "provocação"por ter recebido Lula

Jair Bolsonaro descreveu esta quinta-feira como “uma provocação” o facto de Emmanuel Macron ter recebido Lula da Silva na semana passada em Paris, sendo que os dois políticos são fortes críticos do atual mandatário brasileiro.

Macron e Bolsonaro já se desentenderam publicamente em várias ocasiões, devido a políticas ambientais do Brasil, principalmente, as ligadas à preservação da Amazónia.

“Parece que é uma provocação. Será que ele [Macron] e os seus serviços de inteligência não sabem quem foi Lula [da Silva] aqui”, questionou o Presidente brasileiro, numa entrevista à rádio Sociedade da Baía.

“Macron tem um problema comigo” e “até recentemente ele publicava fotos com mais de 10 anos dizendo que a Amazónia estava a pegar fogo”, acrescentou Bolsonaro.

Aumentando o tom, o Presidente brasileiro acrescentou que “a França não é um exemplo” para o Brasil, “muito menos o senhor Macron, que está muito bem acompanhado por Lula [da Silva]”, a quem qualificou de corrupto.

Lula da Silva, que já surge como grande favorito e principal rival do Bolsonaro nas eleições de 2022, fez recentemente um périplo que o levou à Alemanha, Bélgica, França e Espanha, onde foi recebido por várias autoridades, o Parlamento Europeu, por Macron e também pelo Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Nos últimos meses, Bolsonaro tem dedicado boa parte dos seus discursos a criticar Lula da Silva, que por sua vez mantém uma linha dura de crítica ao governo.

Na sua viagem pela Europa, Lula da Silva afirmou que Bolsonaro "está a destruir o país", reiterou que "em fevereiro ou março" decidirá se será candidato no próximo ano e disse que, se assim for, a sua tarefa será "recuperar o prestígio do Brasil e que as pessoas possam comer três vezes ao dia”.

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