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Macron apela para “acordo ao nível da emergência” na COP26 em Glasgow
Mundo 09.08.2021 Do nosso arquivo online
Clima

Macron apela para “acordo ao nível da emergência” na COP26 em Glasgow

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Macron apela para “acordo ao nível da emergência” na COP26 em Glasgow

Foto: AFP
Mundo 09.08.2021 Do nosso arquivo online
Clima

Macron apela para “acordo ao nível da emergência” na COP26 em Glasgow

Lusa
Lusa
O sexto relatório do IPCC, divulgado esta segunda-feira, prevê que a temperatura global subirá 2,7 graus Celsius até 2100, se se mantiver o atual ritmo de emissões de gases com efeito de estufa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, instou esta segunda-feira à assinatura de “um acordo ao nível da emergência” na cimeira COP26 em Glasgow, em novembro, após a divulgação de um novo relatório preocupante dos especialistas da ONU sobre o clima.

“O relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) é taxativo. Mais uma vez. O tempo da indignação já passou. Acordo de Paris, neutralidade do carbono ao nível europeu, lei climática… a França ficará ao lado daqueles que agem”, acrescentou o chefe de Estado francês na rede social Twitter, a três meses da COP26 (conferência internacional sobre o clima), agendada para novembro em Glasgow, Escócia.


Cortar já nas emissões ou sofrer consequências terríveis
Relatório de cientistas da ONU alerta para o perigo de as temperaturas aumentarem 1.5ºC já em 2050. O documento diz que é inequívoca relação entre atividade humana e alteração do clima e que a humanidade enfrenta perigo iminente.

Segundo o sexto relatório do IPCC, o limiar do aquecimento global (de +1,5° centígrados em comparação com o da era pré-industrial) vai ser atingido em 2030, dez anos antes do que tinha sido anteriormente estimado, "ameaçando a Humanidade com novos desastres sem precedentes".

De acordo com os especialistas da ONU, os "humanos são indiscutivelmente responsáveis" pelas alterações climáticas e não há outra alternativa senão a redução dos gases de efeito de estufa.

“A mensagem para cada país, governo e empresa é simples: é preciso seguir a ciência e assumirmos, cada um, parte da responsabilidade para que as metas sejam cumpridas”, declarou Alok Sharma, presidente da COP26.

Da mesma forma, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o relatório sobre o clima hoje publicado pelos especialistas da ONU é um "alerta vermelho" que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que "estão a destruir o planeta".


António Guterres diz que relatório sobre clima é "um alerta vermelho"
O secretário-geral da ONU pede que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021.

O secretário-geral da ONU pede que nenhuma central de carvão seja construída depois 2021.

“Os países também devem acabar com novas explorações e produção de combustíveis fósseis, transferindo os recursos dos combustíveis (fósseis) para a energia renovável”, acrescentou António Guterres, em comunicado.

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