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Luxemburgo defende sanções à Bielorrússia que não afetem diretamente a população
Mundo 2 min. 14.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo defende sanções à Bielorrússia que não afetem diretamente a população

Luxemburgo defende sanções à Bielorrússia que não afetem diretamente a população

Foto: AFP
Mundo 2 min. 14.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo defende sanções à Bielorrússia que não afetem diretamente a população

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também apelou hoje ao Conselho da União Europeia (UE) que adote sanções ao país, por violação dos direitos humanos, na sequência das manifestações contra os resultados eleitorais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, apelou, em entrevista à rádio Deutschlandfunk, a uma acção mais dura contra o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e a aplicação de sanções ao país, que, no entanto, não devem afectar a população civil. 

Esta sexta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se de emergência para tentar chegar a um acordo sobre uma estratégia europeia comum, em relação ao governo bielorusso, que enfrenta acusações de maus tratos e tortura a manifestantes detidos nos protestos que se seguiram às eleições presidenciais de domingo e que deram novamente a vitória a Alexander Lukashenko.


Bielorrússia. Candidata da oposição refugia-se na Lituânia
Milhares de pessoas voltaram às ruas na segunda-feira à noite para protestar contra os resultados das presidenciais de domingo, que deram um sexto mandato ao atual chefe de Estado.

Os resultados foram contestados pela candidata da oposição e levaram a manifestações nas ruas e a confrontos com a polícia, que provocaram dois mortos entre os manifestantes.

Na mesma entrevista, Jean Asselborn sublinhou a necessidade da União Europeia adotar uma linha de conduta clara em relação ao governo da Bielorrússia, manifestando reservas em relação à posição da Hungria, que antevê que seja de veto a eventuais sanções. 

O mesmo apelo foi já feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Conselho da União Europeia (UE). A responsável dirigiu-se ao organismo, esta sexta-feira, pedindo que adote sanções à Bielorrússia por violação de valores democráticos e direitos humanos.

“Precisamos de sanções adicionais contra aqueles que violaram valores democráticos ou abusaram de direitos humanos na Bielorrússia”, escreveu Von der Leyen, na rede social Twitter.

“Estou confiante de que a reunião de hoje dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE demonstre o nosso forte apoio ao direito das pessoas na Bielorrússia às liberdades fundamentais e à democracia”, acrescentou.  

Além do Governo do Luxemburgo, também o executivo alemão afirma o seu apoio à imposição de sanções à Bielorrússia pela União Europeia face às repressões adotadas no país, no âmbito da polémica reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko.


Bielorrússia quer dialogar com "parceiros" estrangeiros
Depois de nova vitória de Alexander Lukashenko, nas últimas eleições presidenciais, vários manifestantes foram detidos em protestos que contestaram os resultados eleitorais. Organizações de direitos humanos do país denunciaram abusos e torturas contra os detidos.

Entretanto, esta manhã, representantes do Governo do país manifestaram a disponibilidade para estabelecer um "diálogo construtivo" com o  estrangeiro sobre as recentes eleições presidenciais e as repressões que se lhe seguiram.

"A Bielorrússia está pronta para o ​​​​​​​diálogo construtivo e objetivo com os parceiros estrangeiros sobre todas as questões ligadas aos acontecimentos desde a campanha eleitoral", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado após uma conversa telefónica entre o chefe da diplomacia bielorrussa, Vladimir Makeï, e o seu homólogo suíço, Ignazio Cassis.

Esta sexta-feira, os manifestantes bielorrussos voltaram a organizar manifestações pacíficas em várias cidades do país e os trabalhadores de várias fábricas iniciaram greves em solidariedade para com os detidos.  

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