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Lusofonia: Dois sismos de magnitude 2,9 na ilha cabo-verdiana do Fogo
Cabo Verde

Lusofonia: Dois sismos de magnitude 2,9 na ilha cabo-verdiana do Fogo

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Mundo 2 min. 12.01.2018

Lusofonia: Dois sismos de magnitude 2,9 na ilha cabo-verdiana do Fogo

Dois sismos de magnitude 2,9 na escala de Richter foram sentidos em 48 horas ao largo da ilha do Fogo e em Chã da Caldeiras, atividade considerada normal pelo geofísico Bruno Faria, do INMG de Cabo Verde.

Dois sismos de magnitude 2,9 na escala de Richter foram sentidos em 48 horas ao largo da ilha do Fogo e em Chã da Caldeiras, atividade considerada normal pelo geofísico Bruno Faria, do INMG de Cabo Verde.

Em conferência de imprensa realizada hoje no Mindelo, o subdiretor do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde, disse que o primeiro sismo ocorreu cerca das 23:15 de quarta-feira (00:15 de hoje em Lisboa), tendo o epicentro sido localizado no mar, a dois ou três quilómetros da costa noroeste da ilha do Fogo.

O segundo abalo ocorreu, segundo Bruno Faria, na quinta-feira, cerca das 17:15 (18:15 em Lisboa), no interior de Chã das Caldeiras, no sopé do Monte Amarelo, no local onde houve maior concentração de lava das duas últimas erupções do vulcão do Fogo (1995 e 2014).

"Já foram registados vários sismos naquela zona (2000, 2001,2010, 2012). É recorrente. É um evento isolado que acontece de vez em quando muito provavelmente provocado pelo peso das lavas que compactam o terreno e provocam esses tremores de terra", disse Bruno Faria.

O geofísico adiantou ainda que não existe qualquer indicação de nova erupção do vulcão.

"Para um vulcão que esteve em erupção há três anos é uma situação perfeitamente normal. Quando é erupção, os sismos que começam a ser registados são de tão baixa magnitude que não são sentidos e alguns dias, senão meses, antes. Não é o caso", afirmou.

Os sismos foram sentidos pela população da ilha do Fogo com vários testemunhos a serem colocados nas redes sociais.

"Três anos após o fim de uma erupção, é natural que as pessoas se assustem e estejam com alguma apreensão", disse Bruno Faria.

O vulcão do Fogo esteve em erupção entre 23 de novembro 2014 e 07 de fevereiro de 2015, levando à retirada da totalidade da população que vivia no interior de Chã das Caldeiras, tendo destruído a quase totalidade das habitações e equipamentos existentes na zona.

Três anos após o fim da erupção, a população está já a regressar a Chã das Caldeiras, com muitas famílias a terem já reconstruídas das suas habitações.

Bruno Faria disse ainda que a atividade sísmica da ilha Brava tem registado abaixo dos 30 sismos de baixa magnitude em 24 horas, tendo na madrugada de quarta-feira sido registados e sentidos dois abalos de magnitude 3,2.

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