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Lula: "Só eu libertei o Brasil da pobreza"

Lula: "Só eu libertei o Brasil da pobreza"

Foto: AFP
Mundo 2 min. 04.08.2018

Lula: "Só eu libertei o Brasil da pobreza"

Ex-presidente a cumprir pena de 12 anos e um mês de prisão reafirma, em entrevista ao diário La Repubblica, a sua inocência e também que vai candidatar-se outra vez à presidência. Hoje é o dia em que o Partido dos Trabalhadores apresenta a sua candidatura.

No dia em que o Partido dos Trabalhadores deve apresentar a sua candidatura à presidência do Brasil, o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, volta a afirmar a sua inocência das acusações que o levaram à prisão no passado mês de abril com uma condenação por 12 anos e um mês por corrupção e branqueamento de capitais, sob a alegação de que recebera um apartamento de luxo em Guarujá, cidade no litoral do estado de São Paulo, como suborno da construtora OAS, uma das empresas envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato. 

Em entrevista ao diário italiano La Repubblica, Lula diz que as acusações são "uma falsidade, não existem provas" e continua a afirmar-se "inocente". Além disso, em relação ao seu desempenho político, o antigo presidente sustenta: "Só eu libertei o Brasil da pobreza. Connosco no governo, o país renasceu, agora está outra vez na pobreza".

Apesar de estar na prisão em Curitiba, capital do estado do Paraná, Lula continua convicto de que será candidato às eleições presidenciais pelo Partido dos Trabalhadores e destaca: "Os tribunais vão conceder-me a possibilidade ser candidato nas próximas eleições presidenciais a 7 de outubro.

As afirmações de Lula surgem numa altura em que o Tribunal Superior Eleitoral voltou a referir que os candidatos teriam até este domingo para anunciar os nomes dos respetivos vice-presidentes em convenções partidárias realizadas para esse efeito - o prazo estabelecido dura entre 20 de julho e 5 de agosto. Segundo a imprensa brasileira, além de Lula da Silva - que, ao lado de Levy Fidelix e Cabo Daciolo, forma o trio de candidaturas ainda não oficializadas -, também Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Manuela d'Ávila, Henrique Meirelles, Levy Fidelix e Cabo Daciolo ainda não indicaram os vice-presidentes. No entanto, a lei brasileira permite que, apesar de ser feito um anúncio até dia 5 de agosto, o nome possa ser substituído até 15 de setembro. 

A prisão de Lula da Silva tem suscitado enormes manifestações e também diversos passos contraditórios na justiça brasileira como foi o caso no início de julho quando um juiz mandou libertar o ex-presidente e outro contrariou a sua ordem.  

De acordo com sondagens realizadas a meio de abril, Lula estava à frente nas intenções de voto dos brasileiros. 


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