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Lula da Silva na frente em novas sondagens para presidenciais de outubro no Brasil

Lula da Silva na frente em novas sondagens para presidenciais de outubro no Brasil

AFP
Mundo 2 min. 15.04.2018

Lula da Silva na frente em novas sondagens para presidenciais de outubro no Brasil

O ex-presidente brasileiro Lula da Silva permanece à frente das intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro, segundo uma sondagem do Datafolha hoje divulgada.

Preso a 07 de abril, o candidato, fundador do Partido dos Trabalhadores, reúne 31% das intenções de voto, seguido do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, com 15%.

Marina Silva, ex-ministra do ambiente do governo de Lula, conta com 10% das intenções de voto.

Esta sondagem do Datafolha, realizada entre os dias 11 e 13 de abril, revela um recuo do ex-chefe de estado que, nas sondagens de janeiro, tinha conseguido 37% das intenções de voto, contra 16% de Bolsonaro.

O atual presidente Michel Temer, que pode recandidatar-se, reúne 2% das intenções de voto.

O ex-Presidente brasileiro começou a cumprir pena em Curitiba em conformidade com uma ordem judicial pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável por julgar os casos de corrupção relacionados a Operação Lava Jato.

Em junho do ano passado o juiz Sérgio Moro condenou Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais, num processo em que foi considerado culpado de receber como suborno um apartamento de luxo da Construtora OAS.

Essa sentença foi ratificada e a pena ampliada para 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), um tribunal de segunda instância, em janeiro, que também determinou a prisão imediata do antigo chefe de Estado depois que se esgotassem todos os recursos naquele tribunal.

Candidato Jair Bolsonaro acusado de racismo

O procurador-geral da República do Brasil denunciou o deputado e candidato à presidência brasileira Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal por racismo contra indígenas, refugiados, mulheres e a comunidade LGBT.

Se for condenado pelo Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro poderá cumprir pena de prisão “de um a três anos”, segundo a Procuradoria, e terá de pagar no mínimo 400 mil reais (cerca de 95 mil euros) por danos morais coletivos.

Jair Bolsonaro, defensor da ditadura militar (1964-1985), assegurou já que os ataques são “infundados".

Jair Bolsonaro foi condenado em 2017 a indemnizar a parlamentar de esquerda Maria do Rosário por dizer, há três anos, que não podia ser violada porque era "muito feia".

Considerado muito polémico pelas suas ideias de extrema-direita, ao defender o acesso às armas, um estado cristão, contrário ao aborto e a favor do modelo tradicional de família, Bolsonaro foi eleito sete vezes deputado federal.

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