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Lula da Silva autorizado a sair da prisão mas recusa
Mundo 2 min. 31.01.2019

Lula da Silva autorizado a sair da prisão mas recusa

Lula da Silva autorizado a sair da prisão mas recusa

Foto: AFP
Mundo 2 min. 31.01.2019

Lula da Silva autorizado a sair da prisão mas recusa

Um dia após a morte de um irmão, o ex-Presidente brasileiro foi autorizado a sair da prisão, mas acabou por recusar essa possibilidade após ter falhado o funeral, por falta de permissão atempadamente.

Esta quarta-feira, o presidente do STF, Dias Toffoli, autorizou Lula da Silva a sair da prisão, um dia após a justiça brasileira ter rejeitado o pedido apresentado pela defesa de Lula da Silva, para que o ex-Presidente saísse temporariamente da prisão para comparecer no funeral do irmão mais velho. Genival Inácio da Silva, irmão do antigo Presidente brasileiro, morreu esta terça-feira, com 79 anos, vítima de cancro.       

Lula só poderia ter contacto com parentes, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e estava proibido de prestar declarações públicas. Contudo, por não conseguir comparecer a tempo do funeral - que decorreu no mesmo dia à tarde -  o antigo chefe de Estado brasileiro preferiu manter-se na prisão, segundo os líderes do seu partiodo (Partido dos Trabalhadores - PT).  

“Infelizmente não deu tempo para que o Presidente pudesse se deslocar para cá para dar o último adeus ao 'Vavá'. Nós já estávamos com o corpo no túmulo, não tinha como parar o enterro. Amanhã [quinta-feira] já é dia de visita familiar. A família estará com o ex-Presidente, vai falar com ele. O que o Lula [da Silva] queria e nós queríamos era que ele pudesse ter visto o irmão pela última vez”, disse Gleisi Hoffmann,  presidente do PT,  ao jornal brasileiro Folha de São Paulo.

A decisão responde a um pedido dos advogados do antigo chefe de Estado brasileiro, que inicialmente solicitava autorização para que ele pudesse comparecer ao velório e enterro do irmão, e que foi negada por uma juíza de primeira instância e pelo Tribunal Federal da Quarta Região (TRF-4). No pedido apresentado ao STF, os advogados de Lula da Silva apontam que a Lei de Execução Penal do país prevê que condenados que cumprem pena em regime fechado saiam da cadeia escoltados quando há o falecimento ou doença grave do cônjuge (esposa ou esposo), pais, filhos ou irmãos.

Lula da Silva, que chefiou o Brasil de 2003 a 2010, encontra-se preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril do ano passado, depois de ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais, numa investigação da operação Lava Jato. Na sentença, um tribunal de segunda instância deu como provado que Lula da Silva recebeu um apartamento de luxo localizado numa praia de São Paulo, em troca de favores concedidos à construtora OAS, o que o ex-Presidente negou veementemente.

Além desta condenação, Lula da Silva está ainda a responder por outros processos na justiça, a maioria deles por corrupção.

Lusa


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