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Lufthansa vai cortar 900 voos este verão por falta de pessoal
Mundo 2 min. 10.06.2022 Do nosso arquivo online
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Lufthansa vai cortar 900 voos este verão por falta de pessoal

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Lufthansa vai cortar 900 voos este verão por falta de pessoal

Foto: Sebastian Gollnow/dpa
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Lufthansa vai cortar 900 voos este verão por falta de pessoal

AFP
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Com a recuperação nas reservas de voos, devido ao levantamento da maioria das restrições anticovid na Europa, o setor de aviação europeu não está a conseguir fazer face à procura.

A Lufthansa vai suspender quase um milhar de voos este verão. Esta quinta-feira, a companhia aérea alemã anunciou que iria reduzir cerca de 900 voos em julho, na sequência da escassez de recursos humanos que afeta toda a indústria aérea europeia. 

Com a recuperação nas reservas de voos, devido ao levantamento da maioria das restrições anticovid na Europa, a Lufthansa admitiu que não está a conseguir fazer face ao aumento exponencial da procura. "A infraestrutura ainda não recuperou completamente" da "crise mais grave da aviação" causada pela pandemia de coronavírus, disse a companhia numa declaração, acrescentando que. confrontada com os "estrangulamentos e falta de pessoal" com os quais "todo o setor aéreo está a sofrer, particularmente na Europa", decidiu cancelar 900 voos.

Estes cancelamentos estão programados, sobretudo para o mês de julho e para os dias de maior procura, como as sextas-feiras e fins-de-semana, de e para os hubs de Frankfurt e Munique, o que corresponde a 5% dos lugares abertos para reserva aos fins-de-semana. 

Decisão atinge filial lowcost do grupo

Segundo a mesma declaração, os cancelamentos não se resumem apenas à companhia com o selo da Lufthansa, já que a sua filial lowcost, a Eurowings, também será afetada, com o cancelamento de "várias centenas de voos" durante mesmo mês. 


Caos nos aeroportos europeus. Cancelamentos de voos e milhares de passageiros retidos
A escassez de pessoal no setor é grande, desde o controle de passageiros aos comissários de bordo passando por pilotos.

 A Lufthansa não é o primeiro grupo europeu a suspender voos devido à falta de pessoal. Em maio, a transportadora holandesa KLM cancelou dezenas de operações. 

Companhias com dificuldades em responder ao "súbito aumento do tráfego"

 "O desafio imediato é gerir o súbito aumento do tráfego, dado que a pandemia teve o efeito de reduzir enormemente os recursos aeroportuários e de assistência em terra", reconheceu Olivier Jankovec, director-geral da ACI Europe, a principal associação de aeroportos europeus, no início de maio. 

O responsável reconheceu haver falta de pessoal nos aeroportos e no controlo do tráfego aéreo, bem como nas companhias aéreas, mas explicou que o setor estava com dificuldades voltar a contratar, justificando com o facto do mercado de trabalho estar "muito apertado em toda a Europa". 

Em maio, a Lufthansa tinha saudado o aumento contínuo das reservas e antecipado um "verão recorde" do ponto de vista do turismo. Impulsionada por uma "estabilização da situação sanitária", a filial suíça do grupo - a Swiss - também reembolsou antecipadamente um empréstimo garantido por Berna como parte do plano de recuperação do grupo, que se encontrava à beira da falência devido à pandemia de covid-19.    


Muitos voos previstos para quinta-feira de manhã no aeroporto Paris-Charles de Gaulle foram cancelados devido a uma greve do pessoal do aeroporto.
Um quarto dos voos previstos para quinta-feira no aeroporto de Paris-CDG foram cancelados
Muitos voos previstos para quinta-feira de manhã no aeroporto Paris-Charles de Gaulle foram cancelados devido a greve do pessoal do aeroporto.

Em dois anos de crise sanitária e de restrições por causa da pandemia, a Lufthansa sofreu enormes perdas e cortou mais de 30.000 postos de trabalho.

Com os cancelamentos anunciados para este verão pela companhia alemã, as pessoas que já tenham reservado voos serão informadas dos cancelamentos e as suas reservas poderão ser alteradas, garantiu para a empresa. 

Para evitar o congestionamento nos aeroportos, a Lufthansa aconselhou os passageiros a chegar mais cedo, fazer o check-in online e ter o mínimo de bagagem de mão.