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Louvre, Torre Eiffel e Versailles vão continuar fechados aos turistas
Mundo 3 min. 29.05.2020

Louvre, Torre Eiffel e Versailles vão continuar fechados aos turistas

Louvre, Torre Eiffel e Versailles vão continuar fechados aos turistas

AFP
Mundo 3 min. 29.05.2020

Louvre, Torre Eiffel e Versailles vão continuar fechados aos turistas

Lusa
Lusa
Até julho ninguém pode ver a Mona Lisa.

 O museu do Louvre, a Torre Eiffel e o Palácio de Versailles são alguns dos monumentos icónicos franceses cujas visitas continuarão interditas, mesmo quando o país levantar as restrições relativas à pandemia da covid-19 na próxima semana.

A Torre Eiffel provavelmente não poderá reabrir antes da segunda quinzena de junho, disse o representante do sindicato dos trabalhadores daquele monumento, Stephane Dieu.

Segundo explicou, ainda será preciso ajustar, em conjunto com a direção, a melhor forma de proteger funcionários e visitantes e manter o distanciamento social.

“Neste momento, não é possível [reabrir], mesmo com toda a boa vontade do mundo”, garantiu Stephane Dieu.

Quando a torre reabrir, os turistas que procuram as vistas deslumbrantes de Paris podem exercitar-se nas escadas porque os elevadores, que normalmente levam os visitantes aos três níveis da Eiffel, deverão permanecer fechados, adiantou.

No Museu do Louvre, a informação transmitida pela direção aos trabalhadores dá conta da vontade de reabrir entre final de junho e meados de julho, disse o sindicalista Andre Sacristin, que esteve envolvido nas discussões de planeamento, adiantando que haverá regras rígidas de higiene pública.

A visita ao “Louvre não será como antes. Isso é impossível”, asseguro Sacristin, acrescentando que todos, funcionários e visitantes, terão de usar máscaras.

Cerca de 20% a 30% das salas do museu deverão manter-se fechadas, mesmo depois de julho, mas “claro que será possível ver a Mona Lisa”, admitiu Sacristin.

Quanto ao Palácio de Versalhes, antiga residência dos reis de França, não reabrirá na terça-feira, quando a maioria das restrições serão levantadas em França, não existindo ainda data para a abertura de portas aos visitantes.

A adaptação dos principais locais onde os turistas fazem questão de ir aos novos imperativos do coronavírus também está a ser complicada noutros locais, como é o caso de alguns dos principais museus de Madrid.

Os museus do Prado, da Rainha Sofia e o Thyssen - o chamado “triângulo das artes” da cidade espanhola – têm a sua reabertura programada para 06 de junho, duas semanas depois de terem sido oficialmente autorizados a receber novamente visitantes.

Inicialmente, parte do espaço de exibição manter-se-á fechado e o número de visitantes será limitado a 30% do limite anterior à pandemia.

Enquanto os museus espanhóis menores foram rápidos a reabrir portas já este mês, os principais disseram que precisavam de mais tempo para preparar equipamentos de proteção para funcionários, gerir as verificações de temperatura dos visitantes e projetar as medidas de controlo de multidões.

O Prado, a joia da coroa dos museus espanhóis, com obras de Francisco de Goya, Diego de Velazquez e outros mestres, está fechado desde 11 de março, o período de encerramento do museu mais longo em oito décadas, desde a Guerra Civil de 1936-1939.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,7 milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (quase 156 mil, contra mais de 176 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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