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Liga Árabe admite desacordo entre membros em relação à paz com Israel
Mundo 14.09.2020

Liga Árabe admite desacordo entre membros em relação à paz com Israel

Liga Árabe admite desacordo entre membros em relação à paz com Israel

AFP
Mundo 14.09.2020

Liga Árabe admite desacordo entre membros em relação à paz com Israel

Lusa
Lusa
O fator comum que une todos os países árabes é a exigência do fim da ocupação israelita desde 1967 e o estabelecimento de um Estado palestiniano independente para "alcançar a paz" no Médio Oriente.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abulgueit, admitiu hoje a existência de um "desacordo” entre os países árabes sobre “alguns conceitos" relativos à paz com Israel, após o fracasso do organismo na obtenção de uma posição comum na semana passada.

"Estou muito preocupado em preservar um mínimo de denominadores comuns árabes e tentar evitar repercussões negativas sobre a ordem árabe", disse Abulgueit aos jornalistas na sede da Liga Árabe, no Cairo.

Os países árabes não conseguiram chegar a um consenso na última quarta-feira, durante a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, sobre rejeitar a decisão dos Emirados Árabes Unidos (EAU) de normalizar as relações com Israel, acordo que será assinado na terça-feira.


Emirados Árabes Unidos acabam formalmente com boicote a Israel
Acordo foi fundamental para impedir Israel de levar a cabo o plano de anexação das terras ocupadas da Palestina.

Na reunião da Liga Árabe, os palestinianos queriam incluir uma rejeição ao acordo dos Emirados, mas encontraram oposição dos próprios EAU, Jordânia, Omã e Bahrein, que anunciou na sexta-feira a sua decisão de seguir os passos dos Emirados.

Abulgueit explicou que os ministros demonstraram que existe "um fator comum que une todos os países árabes", que é a exigência do fim da ocupação israelita desde 1967 e o estabelecimento de um Estado palestiniano independente para "alcançar a paz" no Médio Oriente.

O secretário-geral da Liga Árabe acrescentou que, apesar das divergências, todos os membros do corpo "estão comprometidos em apoiar plenamente as exigências palestinianas e os direitos estabelecidos e formulados pelo lado palestiniano" e rejeitam os planos de Israel para a anexação dos territórios palestinianos e o reconhecimento de Jerusalém como capital israelita.

"A região não conhecerá estabilidade ou segurança reais se a solução dos dois Estados (Israel e Palestina) não for alcançada", disse Abulgueit.

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