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Libertação de Auschwitz foi há 77 anos. "Passei a minha infância a fugir dos nazis por toda a França"
Mundo 27.01.2022
Holocausto

Libertação de Auschwitz foi há 77 anos. "Passei a minha infância a fugir dos nazis por toda a França"

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Libertação de Auschwitz foi há 77 anos. "Passei a minha infância a fugir dos nazis por toda a França"

EPA
Mundo 27.01.2022
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Libertação de Auschwitz foi há 77 anos. "Passei a minha infância a fugir dos nazis por toda a França"

Lusa
Lusa
O aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz foi assinalado quinta-feira na sede europeia da ONU, em Genebra. A homenagem contou com a presença de uma sobrevivente, Emma Adjadj, de 92 anos.

O 77.º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz foi assinalado hoje na sede europeia da ONU, em Genebra, numa homenagem onde o secretário-geral, António Guterres, pediu medidas contra a discriminação e o crescente discurso de ódio.

"Não podemos esquecer que o Holocausto poderia ter sido evitado e é importante agir para parar quaisquer sinais de discriminação, porque o silêncio faz de nós cúmplices", disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) numa mensagem em vídeo por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.


Imagem de arquivo
2021 foi o ano "mais antissemita da última década", alertam organizações
No dia em que se assinala o Dia Internacional do Holocausto, organizações judaicas alertaram que 2021 "foi o ano mais antissemita da última década", com o aumento dos incidentes contra judeus em todo o mundo.

Num mundo com "sinais óbvios de crescente discriminação, intolerância e xenofobia" é "uma responsabilidade comum agir decisivamente" para que a história não se repita, afirmou por seu turno a diretora-geral das Nações Unidas em Genebra, Tatiana Valovaya.

A homenagem contou com a presença de uma sobrevivente do Holocausto, Emma Adjadj, de 92 anos, que passou a II Guerra Mundial a fugir dos nazis e perdeu a mãe e três dos seus irmãos em 1943, em Auschwitz, o campo de extermínio de judeus construído pelo regime da Alemanha nazi em território polaco.

"Éramos uma família normal até que o mundo se desmoronou. Passei a minha infância a fugir dos nazis por toda a França. Em Nice tive de me esconder durante algum tempo num telhado para não ser capturada pelos oficiais", disse Adjadj.

 "Não são histórias, foi a dura realidade de um genocídio"   

"Foi muito difícil para mim, estava à espera que a minha mãe e os meus irmãos voltassem (…) mas nunca mais voltaram", recordou a sobrevivente, que foi acompanhada no local por alguns dos seus familiares.

Adjadj terminou o seu discurso com uma mensagem para os mais novos: "É importante saber o que aconteceu, não são histórias, foi a dura realidade de um genocídio e, como parte da nossa história, deve ser dito para que tais atrocidades não se repitam".

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto assinala a data em que o exército soviético libertou Auschwitz-Birkenau, em 27 de janeiro de 1945.

 

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