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Leonardo DiCaprio doa 4,5 milhões de euros para a Amazónia
Mundo 2 min. 28.08.2019

Leonardo DiCaprio doa 4,5 milhões de euros para a Amazónia

Leonardo DiCaprio doa 4,5 milhões de euros para a Amazónia

Foto: AFP
Mundo 2 min. 28.08.2019

Leonardo DiCaprio doa 4,5 milhões de euros para a Amazónia

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Os países do G7 vão também desbloquear uma ajuda de emergência no valor de 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros).

A Earth Alliance, organização ambientalista fundada pelo ator Leonardo DiCaprio, anunciou que vai doar cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros) para ajudar a combater os incêndios que devastam floresta da Amazónia. 

Este dinheiro tem como objetivo ajudar a "concentrar recursos críticos nas principais proteções necessárias para manter os 'pulmões do planeta. Esses fundos serão distribuídos diretamente aos parceiros locais e às comunidades indígenas que protegem a Amazónia, a incrível diversidade de vida selvagem que ali vive e a saúde do planeta em geral", pode ler-se no texto publicado pela organização. 

DiCaprio também publicou no Instagram a criação do fundo e pediu a todos que doassem para ajudar a combater a devastação.  

De acordo com a Variety, os milhões vão remeter para cinco organizações locais, incluindo a Associação Floresta Protegida (Kayapo) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazónia Brasileira (COIAB).

Na cimeira dos G7, o Presidente francês Emmanuel Macron disse que os países presentes vão desbloquear uma ajuda de emergência no valor de 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros) que visa também fundo de longo prazo para o reflorestamento da Amazónia. O projeto será apresentado à Assembleia Geral da ONU no final de setembro. Está previsto também o envio de aviões Canadair para combater os incêndios na Amazónia. 

O ministro brasileiro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o Brasil recusaria esta oferta porque acreditava que Macron poderá ter “objetivos colonialistas” na ajuda atribuída pelo G7. “O Brasil é uma nação democrática, livre e nunca teve práticas colonialistas e imperialistas, como talvez seja o objetivo do francês Macron”, afirmou. 

No entanto, o Presidente Jair Bolsonaro admitiu aceitar dinheiro do G7  para combater incêndios na Amazónia se o chefe de Estado francês retirar os "insultos" dos últimos dias. “Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que ele fez à minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E depois (..) de que a nossa soberania está em aberto na Amazónia. Para conversar, ou aceitar qualquer coisa da França, [mesmo] que tenha as melhores intenções do mundo, ele [Macron] vai ter que retirar estas palavras e, daí, a gente pode conversar (…) Primeiro ele retira, depois ele oferece, daí eu respondo”, declarou. 

 Entretanto, o número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.