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Medalha do Nobel da Paz leiloada por 100 milhões de euros para ajudar Ucrânia
Mundo 5 21.06.2022
Guerra na Ucrânia

Medalha do Nobel da Paz leiloada por 100 milhões de euros para ajudar Ucrânia

Guerra na Ucrânia

Medalha do Nobel da Paz leiloada por 100 milhões de euros para ajudar Ucrânia

AFP
Mundo 5 21.06.2022
Guerra na Ucrânia

Medalha do Nobel da Paz leiloada por 100 milhões de euros para ajudar Ucrânia

AFP
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Valor arrecadado será usado no auxílio de crianças afetadas pelo conflito na Ucrânia.

O editor russo do jornal de investigação independente Novaya Gazeta, Dmitry Muratov, leiloou na segunda-feira a sua medalha do Prémio Nobel da Paz por 103,5 milhões de dólares (98 milhões de euros). O valor será usado para ajudar crianças deslocadas pelo conflito na Ucrânia. 

Muratov ganhou o Nobel da Paz em 2021, juntamente com a jornalista filipina Maria Ressa, com a comissão a honrá-los "pelos seus esforços para preservar a liberdade de expressão". Dedicou-o ao seu jornal, Novaya Gazeta, e aos colegas   que "morreram a defender o direito das pessoas à liberdade de expressão". 

A compra, que foi confirmada por um licitante não revelado, irá para o programa da UNICEF para crianças ucranianas deslocadas pela guerra, de acordo com os responsáveis dos Leilões Heritage, que trataram da venda. 

A escolha da Unicef como beneficiária dos fundos foi motivada pela preocupação de que "é essencial para nós que esta organização não pertença a nenhum governo", mas que possa "trabalhar acima", sem "fronteiras", disse o jornalista. 

Dmitri Muratov foi um dos fundadores do jornal Novaya Gazeta, em 1993, após a queda da União Soviética. Conhecido pelas suas investigações sobre corrupção e violações dos direitos humanos na Chechénia, o jornal tornou-se este ano no último grande jornal a criticar o Presidente Vladimir Putin e as suas táticas dentro e fora do país. 

O Novaya Gazeta anunciou, no final de março, que suspendia as publicações online e impressas na Rússia até ao final da intervenção na Ucrânia. "Não há outra solução. Para nós, é uma decisão terrível e dolorosa. Mas temos de nos proteger uns aos outros", escreveu Muratov numa carta aos leitores do jornal. 


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