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Líderes europeus dizem "sim" a estatuto de candidato à Ucrânia
Mundo 3 min. 23.06.2022
Adesão à UE

Líderes europeus dizem "sim" a estatuto de candidato à Ucrânia

Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mario Dragh na caminho de Kiev.  (Arquivo)
Adesão à UE

Líderes europeus dizem "sim" a estatuto de candidato à Ucrânia

Emmanuel Macron, Olaf Scholz e Mario Dragh na caminho de Kiev. (Arquivo)
Foto: Ludovic Marin/AFP
Mundo 3 min. 23.06.2022
Adesão à UE

Líderes europeus dizem "sim" a estatuto de candidato à Ucrânia

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Charles Michel escreveu no Twitter que a Ucrânia e a Moldávia terão estatuto de candidato – o primeiro passo para começar as negociações para a adesão destes dois países. E enviou os parabéns a Zelensky e ao povo ucraniano. À Geórgia foi reconhecida a perspetiva europeia, um primeiro passo para que esta república também se possa candidatar.

 Já era esperado que fosse esta a decisão do Conselho Europeu reunido na tarde desta quinta-feira em Bruxelas, mas a decisão, foi conhecida depois de várias horas de discussões. À entrada do edifício Europa, Charles Michel, o presidente do Conselho Europeu disse estar confiante de que os líderes iriam durante a reunião conceder o estatuto de candidato à Ucrânia e à Moldávia.

Também a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse que “este Conselho Europeu é um momento histórico sobre o plano geopolítico. É uma escolha que deve ser feita hoje para assegurar a nossa segurança, a nossa estabilidade e a prosperidade”. No plenário desta quarta-feira, os eurodeputados votaram por maioria uma resolução de apoio à integração da Ucrânia na UE com 529 votos a favor, 45 contra e 14 abstenções.

 A resolução que foi apresentada esta quinta-feira aos líderes europeus pede para ser concedido o estatuto de candidato à Ucrânia e à Moldávia “sem demora”. E que o mesmo seja feito à Geórgia “assim que o seu governo tenha cumprido com as prioridades indicadas pela Comissão Europeia”.

Metsola disse ainda aos jornalistas que “a decisão de conceder à Ucrânia o estatuto de candidato é o certo irá reforçar a Ucrânia e a Europa. É uma decisão pela democracia e pela liberdade e põe-nos no lado certo da história”. Metsola recordou também a rapidez com que a UE atuou a acolher a Ucrânia como candidata à família europeia – um contraste gritante com o que aconteceu no passado com outros países, incluindo o seu, Malta. 

Mas, salientou que é importante avançar com o processo de adesão da Ucrânia, mesmo que não hajam “soluções fáceis”: “Não esqueçamos o poder transformativo do estatuto de candidato, o impacto que isso tem num país, nos seus cidadãos e nos seus jovens que olham para a Europa com esperança. E essa tem que ser a decisão porque é a mensagem de esperança que damos aos nossos irmãos e irmãs ucranianos que estão a lutar a nossa guerra. Uma guerra na Europa”

Frustração nos Balcãs, que receberam um “nim”

A manhã  em Bruxelas começara com a reunião dos líderes da União Europeia com os primeiros-ministros dos países dos Balcãs Ocidentais, cujo processo de adesão à União Europeia anda há anos para trás e para a frente. Mas essa cimeira acabou sem conclusões, sem declarações e sem conferência à imprensa.  O único momento oficial para o exterior foi a habitual foto de família com todos, onde foi evidente o sentimento de frustração dos líderes dos Balcãs.

 O primeiro-ministro albanês (A Albânia é um dos seis países dos Balcãs Ocidentais) desabafou que o processo está viciado, porque precisa da unanimidade dos votos no Conselho Europeu e que esta foi um momento perdido para estabilizar o sudeste europeu. Segundo o que se soube a Bulgária travou o processo de adesão – que tem que ser votado favoravelmente por todos.

"O que aconteceu agora é um problema grave e um rude golpe para a UE. Estamos a desperdiçar tempo precioso que não temos. Declaro agora que o meu país, a Macedónia do Norte, e a República da Albânia, mas também a região, não podem ficar presos a esta situação, porque um único país simplesmente não consegue coordenar e desbloquear o caminho europeu para nós. Não devemos permitir que questões bilaterais se tornem um problema multilateral," afirmou o primeiro-ministro da Macedónia do Norte, Dimitar Kovačevski.

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