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Líderes europeus aprovam sanções duras à Bielorrússia
Mundo 2 min. 25.05.2021 Do nosso arquivo online

Líderes europeus aprovam sanções duras à Bielorrússia

Líderes europeus aprovam sanções duras à Bielorrússia

Foto: AFP
Mundo 2 min. 25.05.2021 Do nosso arquivo online

Líderes europeus aprovam sanções duras à Bielorrússia

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Cimeira com telemóveis fora da sala por motivos de segurança e exigência que Pratasevich e namorada sejam libertados imediatamente.

Os 27 Estados-membros aprovaram na segunda à noite por unanimidade sanções contra a Bielorrússia na sequência do desvio do avião da Ryanair no passado domingo, 23. A discussão sobre o desvio do voo e a detenção do ativista Raman Pratasevich e da sua namorada Sofia Sapega foi a primeira da cimeira europeia de dia 24 e 25 de março e, segundo uma fonte oficial, levou rapidamente a um acordo. 

O desvio para Minsk do voo que seguia de Atenas para Vilnius, a capital da Lituânia, sob o pretexto de haver uma bomba a bordo, e a detenção do ativista contra o regime de Lukashenko chocou a comunidade internacional. E especialmente os líderes europeus.

O comunicado dos chefes de Estado e de governo foi emitido em Bruxelas pouco depois de ter sido difundido na televisão estatal bielorrussa um vídeo, aparentemente gravado pela polícia, no qual Pratasevich confessava ter praticado crimes contra o Estado e ter incitado “motins”.

A cimeira europeia teve ontem medidas de segurança extra inusitadas, com todos os presentes a deixarem os seus telemóveis fora da sala. Segundo fonte oficial, as ações propostas pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, contra a Bielorrússia foram aprovadas sem hesitação e o texto do comunicado foi “assinado rapidamente”.

O comunicado começa por referir que o Conselho Europeu “condena fortemente a aterragem forçada de um voo da Ryanair em Minsk, Bielorrússia, a 23 de maio, pondo em risco a segurança dos passageiros, e a detenção pelas autoridades bielorrussas do jornalista Raman Pratasevich e da sua namorada Sofia Sapega”.

No comunicado, exige-se a libertação imediata de Pratasevich e de Sofia Sapega e que a liberdade de movimentos dos dois seja garantida. Os líderes pedem ainda à Organização da Aviação Civil que investigue “este incidente inaceitável e sem precedentes”. Foi ainda pedido que todos os voos de companhias da União Europeia evitem sobrevoar a Bielorrússia. E ainda que sejam adotadas medidas para que as companhias aéreas bielorrussas sejam banidas do espaço aéreo e impedidas de aterrar em aeroportos da União Europeia.

Foi ainda decidido impor novas sanções económicas contra o país presidido há 26 anos por Alexander Lukashenko. O alto representante para as relações Externas, Josep Borrell, e a Comissão Europeia foram encarregues de propor uma lista de sanções o mais depressa possível.

Estas novas medidas irão acrescer às que já estão em vigor contra Lukashenko e contra 40 responsáveis do governo bielorrusso por fraude eleitoral e pela repressão violenta às manifestações na sequência das eleições de agosto de 2020. As novas sanções da UE contra o regime ditatorial de Minsk irão ser adotadas contra indivíduos envolvidos no sequestro do avião, bem como contra os investidores que apoiam Lukashenko.

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