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Kremlin. "Guerra termina um dia" se ucranianos se renderem
Mundo 28.06.2022
Guerra na Ucrânia

Kremlin. "Guerra termina um dia" se ucranianos se renderem

Militares ucranianos
Guerra na Ucrânia

Kremlin. "Guerra termina um dia" se ucranianos se renderem

Militares ucranianos
Foto: Aris Messinis/AFP
Mundo 28.06.2022
Guerra na Ucrânia

Kremlin. "Guerra termina um dia" se ucranianos se renderem

Lusa
Lusa
A Rússia anunciou que só terminará a sua ofensiva na Ucrânia, iniciada há mais de quatro meses, quando as autoridades de Kiev e o exército ucraniano se renderem e aceitarem “todas as condições” russas.

“O lado ucraniano pode terminar a guerra dentro de um dia”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela AFP.

Para isso, segundo Peskov, basta as autoridades de Kiev ordenarem às “unidades nacionalistas” e aos soldados ucranianos que deponham as armas, e que “todas as condições estabelecidas pela Rússia” sejam implementadas.

“Então, tudo estará terminado num dia”, disse o porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, aos jornalistas em Moscovo.


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Para o Presidente ucraniano, a Rússia "tornou-se a maior organização terrorista do mundo". Os líderes do G7 já consideraram o ataque como um crime de guerra.

Peskov reagia ao apelo do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos líderes do G7 para que tudo façam no sentido de a guerra terminar antes do final do ano, devido ao inverno rigoroso na Ucrânia.

Os líderes dos sete países mais industrializados (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e da União Europeia (UE) terminam hoje uma reunião em Elmau, no sul da Alemanha, que antecede a cimeira da NATO, em Madrid.

Segundo Peskov, não foi estabelecido qualquer prazo ou calendário do lado russo para pôr termo ao que Moscovo designa oficialmente como uma “operação militar especial” na Ucrânia.

“Somos guiados pelas declarações do nosso Presidente”, disse. Peskov assegurou novamente que “a operação militar especial está a decorrer de acordo com o planeado”.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 125.º dia, provocou um número ainda por contabilizar de vítimas. A ONU confirmou a morte de mais de 4.600 civis, mas tem alertado que o balanço real será consideravelmente superior por não ter acesso a muitas zonas do país.


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