Escolha as suas informações

Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país
Mundo 2 min. 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país

À espera da ofensiva russa, soldados ucranianos e membros da Defesa Territorial estiveram a fortalecer posições e a cavar novas trincheiras na área rural de Barvinkove, no leste do país.
Guerra na Ucrânia

Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país

À espera da ofensiva russa, soldados ucranianos e membros da Defesa Territorial estiveram a fortalecer posições e a cavar novas trincheiras na área rural de Barvinkove, no leste do país.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 10.04.2022
Guerra na Ucrânia

Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país

Lusa
Lusa
A Ucrânia disse estar preparada para travar uma "grande batalha" no leste do país, um alvo que considera prioritário para a Rússia e onde a evacuação de civis continua, com receio de uma ofensiva iminente.

"A Ucrânia está pronta para as grandes batalhas. A Ucrânia tem de vencê-las, inclusive no Donbass", região do leste do país, disse o assessor da Presidência ucraniana Mykhailo Podoliak, citado pela agência de notícias Interfax.

“Quando isso acontecer, a Ucrânia terá uma posição mais forte nas negociações, o que permitirá ditar certas condições”, acrescentou.


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Zelensky apela a "resposta global firme" após ataque a estação de comboios em Kramatorsk
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a uma “resposta global firme” à Rússia após o ataque à estação ferroviária em Kramatorsk.

O estado-maior do exército ucraniano disse no sábado que "o inimigo russo continua a preparar-se para intensificar as suas operações ofensivas no leste da Ucrânia e assumir o controle total das regiões de Donetsk e Lugansk", em Donbass.

Numa atualização diária publicada no Facebook, o estado-maior disse que, além da continuação dos combates para assumir o controlo das cidades de Mariupol, no sul, e Izium, mais a norte, "o inimigo continua a atacar, com mísseis, alvos civis em toda a Ucrânia".

Os bombardeamentos deixaram cinco mortos e cinco feridos na região de Donetsk, disse o governador regional Pavlo Kyrylenko no sábado à noite, na plataforma Telegram.

Em Lysytchansk, na região de Lugansk, o autarca Olexandre Zaïka pediu aos moradores que saíssem o mais rápido possível.

"A situação na cidade é muito tensa, peço que se retirem. Está a tornar-se muito difícil, bombas inimigas estão a cair por toda a parte", disse ele, numa mensagem publicada no Telegram.


Em Bucha e Irpin, cidades que estiveram sob ocupação militar russa, foram descobertos cadáveres de centenas de habitantes.
Ucrânia afirma que alegados criminosos de guerra em Bucha e Irpin foram identificados
O vice-primeiro-ministro ucraniano e titular da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, afirmou este sábado que os alegados autores de crimes de guerra em Bucha e Irpin foram identificados com tecnologia de reconhecimento facial e inteligência artificial.

À espera da ofensiva russa, soldados ucranianos e membros da Defesa Territorial estiveram a fortalecer posições e a cavar novas trincheiras na área rural de Barvinkove, no leste do país.

As estradas foram minadas e obstáculos antitanque instalados em todas as encruzilhadas.

Sete mísseis caíram esta madrugada na região de Mykolayiv, cerca de 100 quilómetros a nordeste de Odessa, segundo o comando militar local.

Odessa, a terceira maior cidade do país e importante porto estratégico no Mar Negro, decretou toque de recolher até à manhã de segunda-feira.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.


Uma funcionária mostra camas colocadas na cave do hospital infantil regional em Chernigov.
Bombardeamentos russos já destruíram 21 hospitais, diz Governo ucraniano
Os bombardeamentos russos causaram estragos em 307 instalações de saúde, destruiu 21 clínicas e obrigou a montar vários hospitais de campanha.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas