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Justiça do Brasil defende urnas eletrónicas
Mundo 2 min. 31.05.2022 Do nosso arquivo online
Eleições

Justiça do Brasil defende urnas eletrónicas

Ainda hoje, Bolsonaro insistiu nas suas críticas às urnas eletrónicas e declarou, num ato público, que quer "eleições limpas, democráticas e auditáveis".
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Justiça do Brasil defende urnas eletrónicas

Ainda hoje, Bolsonaro insistiu nas suas críticas às urnas eletrónicas e declarou, num ato público, que quer "eleições limpas, democráticas e auditáveis".
Foto: dpa
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Justiça do Brasil defende urnas eletrónicas

Lusa
Lusa
No mesmo dia, o Presidente Bolsonaro insistiu nas suas críticas às urnas eletrónicas e declarou que quer "eleições limpas, democráticas e auditáveis".

A Justiça Eleitoral brasileira defendeu esta terça-feira perante diplomatas estrangeiros as urnas eletrónicas utilizadas no país e pediu que a comunidade internacional permaneça "atenta a acusações infundadas" antes das eleições presidenciais marcadas para outubro.

"Convido o corpo diplomático a buscar informações sérias e verdadeiras sobre a tecnologia eleitoral brasileira" e a "contribuir para que a comunidade internacional esteja alerta contra acusações infundadas", declarou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, que também é membro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz não citou diretamente a agressiva campanha de suspeitas sobre o sistema de votação eletrónico que o Brasil adotou em 1996 liderada pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Num encontro com diplomatas de 75 países em Brasília, Fachin apresentou os resultados dos testes realizados nas urnas eletrónicas, nos últimos dez dias, que, como acontece antes de cada eleição, foram disponibilizados a dezenas de piratas cibernéticos, que não conseguiram invadir os sistemas das urnas.

 "Vírus da desinformação" é semeado de forma "infundada e perversa"  

Segundo Fachin, apesar desses resultados e do histórico das urnas eletrónicas, o "vírus da desinformação" é semeado de forma "infundada e perversa" por setores políticos que insistem em "denunciar riscos inexistentes e fracassos imaginários”.

O magistrado também rebateu as insinuações de Bolsonaro sobre a suposta vulnerabilidade do sistema, e garantiu que o sistema das urnas eletrónicas é "totalmente auditável".

O presidente do TSE explicou ainda que, desde 1996, cada processo eleitoral no Brasil é fiscalizado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, por todos os partidos políticos e demais entidades do Estado e da sociedade civil, além de organizações estrangeiras.

Para as eleições de outubro, Fachin confirmou que haverá observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre outras organizações.

O presidente do TSE também reiterou que o Brasil não aceita mais "aventuras autoritárias" e que ataques ao sistema eleitoral representam uma ameaça à própria democracia.

Ainda esta terça-feira, Bolsonaro insistiu nas suas críticas às urnas eletrónicas e declarou, num ato público, que quer "eleições limpas, democráticas e auditáveis".

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