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Juncker vai apresentar polícia europeia de fronteiras

Juncker vai apresentar polícia europeia de fronteiras

Foto: Reuters
Mundo 08.09.2018

Juncker vai apresentar polícia europeia de fronteiras

Tema fará parte do discurso sobre o estado da União Europeia que o presidente da Comissão profere na quarta-feira em Estrasburgo.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vai aproveitar o discurso sobre o estado da União Europeia, na próxima quarta-feira, em Estrasburgo, para apresentar uma espécie de agenda de trabalho para os últimos meses de trabalho do atual elenco, incluindo um projeto legislativo para a criação de uma polícia europeia de fronteiras e medidas de controlo cibernético para evitar interferências nas eleições europeias de maio de 2019.

A antecipação destas propostas foi feita pelo diário El País, o qual acrescenta que a futura polícia europeia de fronteiras terá "capacidade de vigilância em território europeu, a possibilidade de intervenção em países terceiros e ainda poderes para participar nas operações de devolução de migrantes em situação irregular". Conforme recorda o diário espanhol, trata-se de uma força que ganha dimensão depois dos passos dados com a Frontex, criada em 2004, e ainda através da sua sucessora, a Guarda Costeira e de Fronteiras Europeia (EBCG, na sigla inglesa), nascida em novembro de 2016, ambas sujeitas a controlos nacionais.

Por enquanto, recorda o jornal, a EBCG dispõe de cerca de "1.500 elementos e a sua intervenção depende do pedido de cada país e da colaboração de forças nacionais que lhe acrescentam acima de 100 mil efetivos". Porém, a Comissão pretende que "o total de elementos passe para 10 mil antes de 2020, colocando-os sob comando centralizado e com poderes alargados".

Ao mesmo tempo, Bruxelas vai adotar medidas para que não haja interferências no processo eleitoral de maio do próximo ano através da internet. O El País relembra que a escolha dos 705 membros que compõem o Parlamento Europeu será feita entre 23 e 26 de maio e os dirigentes europeus "não querem ciberataques e campanhas de informação como os que já interferiram nos Estados Unidos e em França".

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