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Juiz suspende proibição de uso da app chinesa WeChat nos EUA
Mundo 21.09.2020

Juiz suspende proibição de uso da app chinesa WeChat nos EUA

Juiz suspende proibição de uso da app chinesa WeChat nos EUA

Foto: AFP
Mundo 21.09.2020

Juiz suspende proibição de uso da app chinesa WeChat nos EUA

Lusa
Lusa
Um juiz da Califórnia suspendeu, esta madrugada, a proibição imposta pelo Departamento de Comércio de fazer 'download' nos Estados Unidos da aplicação WeChat, detida pela empresa chinesa Tencent, que deveria entrar hoje em vigor.

A proibição determinada pelos Estados Unidos, em nome da segurança social, visava objetivamente desativar as funções da aplicação (app) utilizada por cerca de 19 milhões de pessoas em solo norte-americano para trocar mensagens, fazer compras e pagamentos e outros serviços.

A imposição foi, no entanto, contestada em tribunal por um grupo de utilizadores da app que alegaram que a decisão restringia a liberdade de expressão.

Na sexta-feira passada, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que ia passar a bloquear os 'downloads' das apps WeChat (o WhatsApp chinês) e TikTok (para partilha de vídeos) em sites de compra de aplicações dos EUA e que as autoridades do país vetariam o seu uso integral nos Estados Unidos a 12 de novembro, citando preocupações com a segurança nacional.


Utilizadores do WeChat nos Estados Unidos processam Donald Trump
O objetivo é bloquear a ordem executiva que, segundo defendem, impediria o acesso à aplicação chinesa de mensagens extremamente popular nos EUA.

No caso do WeChat, também proibiu a possibilidade de, a partir de domingo (hoje), ser possível fazer qualquer transferência de fundos ou pagamentos nos EUA por meio desta app.

A China disse no sábado que agiria contra empresas e indivíduos estrangeiros que "pusessem em risco" a sua soberania e segurança, e emitiu novas regras relativas a uma lista de "entidades não confiáveis", anunciada há mais de 15 meses e ainda por publicar.

Entretanto, no sábado, o Governo dos Estados Unidos anunciou que iria adiar, por uma semana, a aplicação das medidas contra a TikTok, depois de Trump ter dado o seu aval a um acordo preliminar para que pudesse continuar a operar no país. As táticas agressivas da administração Trump fazem parte da sua última tentativa de conter a influência da China, uma superpotência económica em ascensão.

Desde que assumiu o cargo, em 2017, Trump tem travado uma guerra comercial com a China, bloqueando fusões que envolvam empresas chinesas e sufocando os negócios de empresas chinesas como a fabricante de telemóveis e equipamentos de telecomunicações Huawei.

O Ministério do Comércio da China condenou as medidas dos Estados Unidos e instou o país a parar aquilo que chamou de "comportamento de intimidação". O ministério garantiu ainda que a China tomará as "medidas necessárias" para proteger as suas empresas chinesas.

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"As empresas, organizações e particulares estrangeiros que não obedecerem às regras do mercado, que se afastam do espírito de um contrato, que impõem embargos ou param de fornecer empresas chinesas por razões não comerciais e danificam gravemente os seus interesses e direitos legítimos serão colocados numa lista de entidades não confiáveis", disse o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.