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Juan Guaidó volta a desafiar a proibição de sair de Caracas para reunir com EUA em Bogotá
Mundo 2 min. 20.01.2020 Do nosso arquivo online

Juan Guaidó volta a desafiar a proibição de sair de Caracas para reunir com EUA em Bogotá

Juan Guaidó volta a desafiar a proibição de sair de Caracas para reunir com EUA em Bogotá

AFP
Mundo 2 min. 20.01.2020 Do nosso arquivo online

Juan Guaidó volta a desafiar a proibição de sair de Caracas para reunir com EUA em Bogotá

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
O ex-presdiente da Assembleia Nacional está na Colômbia clandestinamente para encontrar aliados. Pode ser preso quando regressar à Venezuela, antes tenciona participar no Forúm Económico de Davos, na Suíça.

Já em fevereiro do ano passado Juan Guaidó desafiou a ordem do Supremo Tribunal que o impede de abandonar a Venezuela enquanto decorram as investigações sobre o património e sobre os dias que antecederam a sua autoproclamação como Presidente da Venezuela naquele 23 de janeiro que abriu um impasse internacional com cerca de 50 países, incluindo Portugal e o Luxemburgo, a reconhecerem o então líder da oposição como legítimo governante contra os 67,7% dos votos que consagraram Nicolás Maduro para assumir o segundo mandato. 

Rodeado pelos jornalistas que tornaram o seu regresso ao aeroporto de Caracas num dos episódios mais mediáticos da crise institucional, Juan Guaidó não chegou a receber ordem de prisão, recém chegado da Colômbia onde tentou forçar a entrada da suposta ajuda humanitária no país. Nos meses que se seguiram continuou a organizar manifestações pelo país que em poucos meses, à medida que foram divulgados os indícios de corrupção relacionados com o roubo de milhares de dólares dessa mesma ajuda humanitária, foram perdendo apoio popular com algumas dezenas a substituir as centenas de apoiantes. 

Agora, num novo desafio à ordem judicial, o ex-presidente da Assembleia Nacional, derrotado, de resto, pelos restantes partidos da oposição ao governo chavista que elegeram Luis Parra para a liderança do orgão legislativo, Juan Guaidó voltou a sair do país. 

Está desde domingo em Bogotá para participar na terceira Reunião Hemisférica contra o Terrorismo. Foi recebido pelo presidente da Colômbia, Ivan Duque, com honras presidenciais. Terá encontro marcado com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. O El País garante que, domingo, esteve frente a frente com o enviado especial norte-americano para a Venezuela, Elliott Abrams. 

AFP

Segundo os espanhóis, antes de regressar a casa, o ex-presidente da Assembleia Nacional tenciona ainda deslocar-se à Suíça para participar no Forúm Económico de Davos. A nova saída clandestina do país, numa altura em que o Presidente eleito, Nicolás Maduro, reforçou os apelos de diálogo tanto com os Estados Unidos como com a União Europeia, pode valer-lhe uma ordem de prisão decretada pelas altas instâncias da justiça bolivariana. 

Entretanto, com as parlamentares à porta, Maduro convidou a União Europeia e a ONU para observarem o ato eleitoral. Na Assembleia Nacional os ânimos continuam acesos depois de os partidos de oposição ao governo se terem também tornado numa oposição clara à Voluntad Popular de Guaidó. 

Autoproclamado duas vezes, Guaidó não acatou a decisão da maioria que lhe retirou o cargo de presidente do orgão legislativo. Mesmo com Luis Parra eleito, o homem que mantém intacto o apoio de cerca de 50 países tomou posse para um segundo mandato nas instalações do segundo maior jornal da oposição, o El Nacional.   



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