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Jovem palestiniano autista é morto a tiro por polícia israelita
Mundo 3 min. 01.06.2020

Jovem palestiniano autista é morto a tiro por polícia israelita

Jovem palestiniano autista é morto a tiro por polícia israelita

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Mundo 3 min. 01.06.2020

Jovem palestiniano autista é morto a tiro por polícia israelita

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Segundo a família de Iyad el-Hallak, de 32 anos, o jovem estava a caminho do centro onde recebia cuidados médicos.

A polícia israelita matou a tiro, no passado sábado, um jovem palestiniano desarmado perto da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, território palestiniano ocupado por Israel.  

Iyad el-Hallak, de 32 anos, era sinalizado como sendo autista, estava desarmado a caminho do centro médico onde recebia cuidados e em que trabalhava, noticiou a agência de notícias palestiniana Wafa.  O jornal espanhol El País, adiantou que o jovem sofria de "Transtorno do Espectro Autista2.

O porta-voz da polícia israelita, Micky Rosenfeld, citado pela  Aljazeera, afirmou que os agentes "avistaram um suspeito com um objeto que parecia uma pistola". Apelaram-lhe para que parasse e começaram a persegui-lo a pé, durante a perseguição os agentes abriram fogo contra o suspeito". Rosenfeld acrescentou que não foi encontrada nenhuma arma na zona.

O departamento de assuntos internos da polícia abriu um inquérito sobre o incidente, ao qual as autoridades impuseram um embargo noticioso, relata a Reuters. Dois funcionários fronteiriços foram interrogados. 


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Segundo o jornal diário israelita Haaretz, a polícia também invadiu a casa de el-Hallak, nos arredores de Wadi Joz, onde membros da família foram interrogados. 

O mesmo jornal citou membros da família de el-Hallak que negaram as alegações de que ele andava armado e descreveram-no como um jovem que "não era capaz de fazer mal a ninguém". 

Segundo a Aljazeera, o corpo de el-Hallak foi transferido para o Abu Kabir Forensic Institute, em Telavive, que detém corpos de palestinianos mortos em alegados ataques contra israelitas, acrescentando que as autoridades não lhes forneceram mais pormenores. O instituto é conhecido como o local onde são colhidos órgãos e partes de corpo palestinianos, sem autorização da família.

Segundo a Aljazeera, o tiroteio aconteceu um dia depois de soldados israelitas terem morto um palestiniano perto da cidade ocupada de Ramallah, na Cisjordânia, que alegadamente tinham tentado abalroá-los com o seu veículo. Nenhum israelita foi ferido em qualquer dos incidentes, garantiu o jornal. 

Vários grupos de direitos humanos locais e internacionais manifestaram a sua preocupação pelo facto  das forças de segurança israelitas abusarem do seu poder através do uso de força excessiva quando confrontam palestinianos que são suspeitos de irem fazer ataques contra as forças israelitas. 

Israel tem demonstrado as suas intenções em avançar com os planos de anexar grandes partes da Cisjordânia, território palestiniano, de acordo com o chamado plano do Presidente dos EUA, Donald Trump, que favorece fortemente Israel e foi rejeitado pelos palestinianos. O plano permite Israel anexe os colonatos israelitas,  que estão espalhados por território palestiniano e são ilegais ao abrigo do direito internacional, e áreas estratégicas da Cisjordânia. 


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Para grande parte da comunidade internacional, esta medida por parte de Israel constituiria uma "grave violação do direito internacional" e esmagaria as esperanças de uma solução de dois Estados.

A semana passada, Autoridade Palestiniana declarou que já não se encontra vinculada a quaisquer acordos anteriores com Israel e EUA e que estava assim a cortar todos os laços, incluindo a coordenação de segurança de longa data - uma prática controversa que tem sido repetidamente criticada por grupos de direitos humanos palestinianos. 

Israel ocupou Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e Gaza - sitiada desde 2007 - durante a guerra israelo-árabe de seis dias, em 1967. Os líderes palestinianos querem que os territórios façam parte do seu futuro Estado, tendo Jerusalém Oriental como capital, enquanto Israel considera toda a cidade de Jerusalém como a sua capital. 

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