Escolha as suas informações

Jovem de 13 anos morto a tiro. O suspeito é o pai que se suicidou depois
Mundo 3 min. 19.12.2019

Jovem de 13 anos morto a tiro. O suspeito é o pai que se suicidou depois

Jovem de 13 anos morto a tiro. O suspeito é o pai que se suicidou depois

Mundo 3 min. 19.12.2019

Jovem de 13 anos morto a tiro. O suspeito é o pai que se suicidou depois

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O progenitor francês não aceitou a separação da mulher que já tinha queixa na polícia. Em França, 21 menores foram mortos pelos pais em conflitos conjugais, em 2018.

Um adolescente de 13 anos foi morto com dois tiros quando saia de casa para ir para ir para a escola, quarta-feira pelas 7h45 da manhã, em Finistère, na Bretanha, França. O tiro na testa e outro no tórax foram fatais tendo o jovem falecido ali mesmo.

A polícia suspeita que o autor do crime tenha sido o seu próprio pai que foi encontrado logo depois, “morto perto do seu carro e com uma arma”, a uma centena de metros do local do crime, na vila balnear de Plouarzel (na foto),  declarou à imprensa Jean-Philippe Récappé, procurador de Brest. Tudo indica que terá se suicidado com um tiro no queixo.

Os pais do adolescente, filho único, estavam separados desde outubro de 2018, e partilhavam a guarda do menino. Nesta semana, o jovem estava na casa da mãe.

Embora o motivo do crime ainda esteja por apurar, o responsável do Ministério Público assumiu que possa estar ligado a “um conflito familiar”. Ou melhor, a um caso de violência conjugal, até porque no início do mês a mulher de 43 anos apresentou queixa do ex-marido à polícia.   

“Nós os três gostaríamos de ser enterrados juntos”, escreveu o pai num bilhete que deixou no seu automóvel, como conta o site francês Le Telegramme.

Um indício de que o homem, de 48 anos, tencionava inicialmente matar também a ex-mulher, segundo o procurador.

Nessa manhã, a mãe do jovem ouviu a voz do ex-marido na rua e um tiro. Assustada chamou a polícia e refugiou-se em casa dos vizinhos.

A 7 de dezembro a mulher já tinha feito queixa à polícia do ex-marido que a incomodava incessantemente com mensagens de telemóvel.

Tudo porque ela não aceitou que o ex-casal passasse junto a consoada com o filho. Embora nunca a tenha ameaçado de morte, nem a ela, nem ao adolescente, a mulher, de 43 anos “ficou assustada” com as insistentes mensagens e foi à polícia “que já tinha iniciado uma investigação”, anunciou Jean-Philippe Récappé.

Nem a criança terá notado nada de estranho no comportamento do progenitor pois segundo o Le Parisien terá dito que “estava tudo bem com o pai”.

Contudo, o pai não aceitou bem a separação tendo ido várias vezes a casa da ex-mulher e era dado como suspeito de ter danificado o seu automóvel.

O procurador de Brest abriu um inquérito por “assassinato”.

21 crianças assassinadas pelos pais

Este adolescente é mais uma vítima mortal de conflitos conjugais em França.

No ano passado, ocorreram sete casos semelhantes aos desta quarta-feira, em que o progenitor mata o filho e se suicida ao mesmo tempo, ou depois do infanticídio. Os dados constam do ‘Étude national sur les morts violentes au sein du couple 2018’, elaborado em conjunto pelo ministério da Administração Interna e pelas polícias francesas.

Houve dois casos em que o progenitor tento o suicídio após ter assassinado o filho, mas falhou.

Houve também cinco menores que foram mortos aquando do assassinato das suas mães, tendo posteriormente os autores, os pais se suicidado, em três casos distintos de conflitos conjugais. Aqui, filhos, pai e mãe morreram todos.

Este dramático relatório contabiliza ainda 16 menores que foram as únicas vítimas mortais de conflitos entre os pais, em 12 casos distintos. Deste total, houve oito mães ou madrastas a matarem os filhos ou enteados e quatro pais ou padrastos a cometerem o mesmo assassinato.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.


Notícias relacionadas