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Joe Biden e os líderes europeus prepararam resposta unida contra a Rússia
Mundo 8 3 min. 25.01.2022
Conflito Ucrânia

Joe Biden e os líderes europeus prepararam resposta unida contra a Rússia

Militar ucraniano numa trincheira na fronteira com a região separatista de Lugansk.
Conflito Ucrânia

Joe Biden e os líderes europeus prepararam resposta unida contra a Rússia

Militar ucraniano numa trincheira na fronteira com a região separatista de Lugansk.
AFP
Mundo 8 3 min. 25.01.2022
Conflito Ucrânia

Joe Biden e os líderes europeus prepararam resposta unida contra a Rússia

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Numa vídeochamada há poucas horas esteve também o Secretário-geral da NATO. Em declaração oficial, Ursula von der Leyen afirmou que os líderes “desejam que a diplomacia funcione”. As medidas incluem sanções massivas e custos económicos dramáticos, caso a Rússia prossiga a agressão à Ucrânia.

A discussão na noite desta segunda-feira entre os líderes dos EUA e alguns chefes de Estado e de instituições deste lado do Atlântico seguiu-se a um conselho de ministros de Negócios Estrangeiros europeus em que Antony Blinken, o secretário de Estado norte-americano que tem dirigido as negociações com o Kremlin, esteve presente em vídeo conferência. 

Já o encontro ao mais alto nível na videoconferência de ontem ao fim do dia (na Europa) oficializou a ideia de que a resposta a Putin tem que ser “massiva e impor custos económicos severos à Rússia, caso a agressão prossiga, e essa resposta tem que ser conjunta”, segundo disse um responsável da equipa europeia. 

Na reunião estiveram além de Joe Biden, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, Emmanuel Macron, o presidente francês, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, e o Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg. 

Segundo fonte oficial europeia, os líderes que participaram na reunião alcançaram “uma completa união transatlântica” e o tema do comportamento russo continuará a ser uma das principais preocupações dos próximos tempos. Pôr água na fervura russa e dar dinheiro à Ucrânia.

Apoio financeiro à Ucrânia

 Na vídeo chamada, von der Leyen e Charles Michel pediram aos restantes líderes que também apoiassem financeiramente a Ucrânia. Ontem, von der Leyen anunciou um pacote de apoio macrofinanceiro de 1.2 mil milhões de euros, dos quais 600 milhões estarão disponíveis o mais depressa possível para Kiev poder conter a agressão na fronteira. Outros 120 milhões adicionais serão dados para ajudar a fortalecer a democracia ucraniana e a resiliência contra a infiltração e desinformação russa. 


Von der Leyen promete 600 milhões de euros imediatos para ajudar Ucrânia no conflito com a Rússia
Esta tarde os ministros europeus decidem estratégia. A possível invasão russa da Ucrânia é considerada o pior incidente desde o fim da Guerra Fria.

No telefonema transatlântico de ontem, os líderes também concordaram que é preciso continuar a “desescalar” a tensão crescente com a presença de mais de 100 mil soldados russos na fronteira e pôr água na fervura da retórica agressiva do Kremlin. Haverá várias linhas de diálogo com a Rússia, mas os aliados entendem que “os valores principais da segurança europeia não são negociáveis”. “Os Estados europeus têm o direito de determinar os seus próprios acordos de segurança”, disse a mesma fonte.

 O motivo da agressão de Moscovo é a possibilidade de a Ucrânia – uma ex república soviética outrora alinhada no Pacto de Varsóvia – vir a aderir à NATO. Putin receia perder assim influência em Kiev, e perder uma almofada entre as suas fronteiras e a União Europeia. 

Energia e cibersegurança são fortes preocupações

Na declaração oficial desta segunda-feira, dia 24, ao fim da noite, von der Leyen salientou que a Comissão tem estado a trabalhar com os Estados- membros e os seus aliados em prevenção para questões que vão da energia à cibersegurança. A Rússia continua a ser um dos principais fornecedores de gás natural à Europa (uma das mais importantes fontes de eletricidade para vários países, incluindo a Alemanha). 

Dia 7 de fevereiro, está prevista uma reunião em Washington do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e da comissária da Energia, Kadri Simson, eventualmente para discutir o aumento do fornecimento de gás natural líquido à Europa para poder rejeitar o fornecimento russo. 


O chefe do Pentágono, Lloyd Austin.
Ucrânia. EUA colocam 8.500 militares em alerta máximo
A ordem do chefe do Pentágono, Lloyd Austin, procura garantir que os Estados Unidos estão prontos para dar uma resposta, caso a NATO decida enviar a sua força de reação rápida para a região.

Um dos temas em discussão também é o eventual cancelamento do gasoduto Nord Stream 2, e cujo avanço Angela Merkel apoiou por causa das necessidades alemãs que está a fechar centrais nucleares, mas que com o atual comportamento bélico de Moscovo poderá ter um desfecho diferente.

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