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Jerusalém. Tunísia, Noruega e China convocam reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
Mundo 2 min. 13.05.2021

Jerusalém. Tunísia, Noruega e China convocam reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Gaza

Jerusalém. Tunísia, Noruega e China convocam reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Gaza
Foto: AFP
Mundo 2 min. 13.05.2021

Jerusalém. Tunísia, Noruega e China convocam reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

Lusa
Lusa
Os Estados Unidos opuseram-se à adoção de uma declaração conjunta do Conselho de Segurança apelando a uma paragem dos combates.

A Tunísia, Noruega e China convocaram na quarta-feira à noite uma nova reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito israelo-palestiniano.

A reunião foi convocada apesar da relutância dos Estados Unidos em ver o organismo assumir um papel no restabelecimento da calma no Médio Oriente.

Israel e os palestinianos, que multiplicam as suas ações armadas, deverão intervir durante esta nova sessão, que será pública, ao contrário das duas reuniões anteriores realizadas na segunda-feira e quarta-feira de manhã à porta fechada, disseram os diplomatas à agência noticiosa France-Press (AFP).

Os Estados Unidos opuseram-se à adoção de uma declaração conjunta do Conselho de Segurança apelando a uma paragem dos combates, chamando-lhe "contraproducente" nesta fase, afirmaram fontes diplomáticas.


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"A comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança, deve agir sem demora para exigir que Israel cesse os seus ataques à população civil palestiniana" e também parar os seus "planos para deslocar à força e limpar etnicamente os palestinianos da cidade" de Jerusalém, escreveu o Embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, numa carta na quarta-feira dirigida altos funcionários da ONU.

O objetivo de uma nova reunião do Conselho de Segurança não é multiplicar "reuniões e projetos de textos", mas "tentar contribuir para a paz e ter um Conselho de Segurança capaz de pedir um cessar-fogo", disse um diplomata, falando sob condição de anonimato, sem excluir outras iniciativas de países árabes na ONU.

De manhã, os Estados Unidos tinham, como já na segunda-feira, rejeitado uma proposta da Tunísia, Noruega e China para adotar uma declaração apelando a uma "desescalada, contenção, um cessar-fogo e um reinício das negociações".

Israel recusa-se a permitir que o Conselho de Segurança se envolva no conflito e Washington, o seu mais próximo apoiante, concordou, disseram vários diplomatas.

Também na quarta-feira à noite, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, anunciou que tinha falado com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e apelou ao fim dos disparos de foguetes da Faixa de Gaza para Israel.

"Falei com o Presidente Abbas sobre a situação em curso em Jerusalém, na Cisjordânia e em Gaza. Manifestei as minhas condolências pela perda de vidas. Sublinhei a necessidade de acabar com os ataques de foguetes e baixar as tensões", disse.


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Pouco depois da meia-noite, os alertas de foguete recomeçaram no sul de Israel, mas também na metrópole de Tel Aviv e, pela primeira vez desde o início da escalada na segunda-feira, também no norte do país.

Na quarta-feira à noite, cinco pessoas ficaram feridas quando um foguete atingiu um complexo residencial em Petah Tikva, perto de Tel Aviv.

Desde que o conflito no enclave reacendeu no início da semana pelo menos 48 palestinianos morreram, entre os quais 14 crianças, e seis israelitas em território hebraico.

A fação palestiniana lançou vários rockets contra o território israelita que chegaram a alcançar Jerusalém e Telavive. A resposta de Israel seguiu-se com mais de 500 bombardeamentos contra várias alegadas posições do Hamas e da 'Jihad' Islâmica em Gaza.

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