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Jean Asselborn aplaude regresso da América ao clube democrata
Mundo 2 min. 19.11.2020

Jean Asselborn aplaude regresso da América ao clube democrata

Jean Asselborn aplaude regresso da América ao clube democrata

Foto: AFP
Mundo 2 min. 19.11.2020

Jean Asselborn aplaude regresso da América ao clube democrata

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
A eleição de Biden é o regresso a amigos como dantes, na velha aliança transatlântica. Num artigo de opinião, os três ministros dos Negócios Estrangeiros do Benelux antecipam a recuperação de tratados de segurança, de comércio e de cooperação com o fim da era Trump.

Visto da Europa, a escolha de Joe Biden como 46º presidente dos Estados Unidos da América “é um enorme ativo para a cooperação transatlântica”, sustentam os autores de um artigo de opinião publicado no jornal Politico. No texto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, o seu homólogo holandês, Stef Blok, e a ex-primeira ministra belga, atualmente com a pasta dos Negócios Estrangeiros, Sophie Wilmès, sustentam que a vitória de Biden é uma oportunidade para a Europa e é “essencial que a União Europeia e os seus Estados-membros apareceram à mesa e a aproveitem”. A ideia é que mesmo com os Estados Unidos de volta ao clube do resto do mundo, a Europa não deverá sair de palco.

Realçando que o candidato democrata chega à Casa Branca com décadas de experiência em política externa - e representando o fim da “América primeiro” da era Trump - os signatários defendem que é urgente a reativação das alianças com a Europa “para defender os nossos interesses e valores comuns”.

“Hoje, os EUA e a UE partilham instituições democráticas e detêm um poderio militar e económico único. Se nos unirmos por trás de um renovado compromisso para proteger a nossa forma de vida, conseguiremos grandes coisas, mas não há tempo a perder. É por isso que temos que definir prioridades para renovar a nossa cooperação”.

Especificamente, Asselborn, Wilmès e Blok congratulam-se por Biden já ter anunciado que irá fortalecer velhas alianças, reforçar o papel dos EUA na NATO, e reintegrar o Acordo de Paris (do qual a administração Trump excluiu os EUA, exatamente um dia depois das eleições, a 4 de novembro). E, igualmente, aplaudiram o regresso prometido à Organização Mundial de Saúde, da qual Trump ameaçara cortar o financiamento. O papel geoestratégico dos EUA nas questões militares e de segurança, o regresso ao acordo de não proliferação de armas nucleares com o Irão, são igualmente aspetos vistos como de grande importância: “A liderança americana é essencial para fazer face a todos os desafios geopolíticos e de segurança”.

Americanos, vocês fazem-nos falta

Os três responsáveis pela diplomacia da Bélgica, do Luxemburgo e da Holanda, defenderam ainda que para promover a democracia no mundo, a Europa precisa de “liderar pelo exemplo e melhor defender estes valores no ocidente”. A Cimeira Global da Democracia – uma promessa de campanha que Biden anunciou que iria promover no primeiro ano de mandato para renovar o

espírito das nações do mundo livre, é vista pelos três governantes europeus como uma possibilidade de se “defender as nossas democracias de forma a podermos projetá-las no resto do mundo”.

O valor histórico da presença americana dos dois lados do Atlântico foi igualmente sublinhado de forma poética: “Os nossos pais viveram de muito perto a importância da cooperação transatlântica. Viram soldados americanos  libertarem a Europa ocupada pelas forças nazis. No seu tempo de vida, os EUA tornaram-se sinónimo de liberdade e democracia. Sucessivas administrações  introduziram a ordem internacional  que conhecemos e apadrinharam a integração europeia”.  

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