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Jair Bolsonaro demite ministro da Saúde em plena pandemia
Mundo 16.04.2020 Do nosso arquivo online

Jair Bolsonaro demite ministro da Saúde em plena pandemia

Jair Bolsonaro demite ministro da Saúde em plena pandemia

AFP
Mundo 16.04.2020 Do nosso arquivo online

Jair Bolsonaro demite ministro da Saúde em plena pandemia

Com Mandetta cai parte da equipa que desde meados de março está empenhada no combate ao novo corona vírus no maior país da América Latina, entre eles o responsável pela resposta nacional ao zika.

O braço de ferro entre o agora ex ministro da Saúde e o Presidente do Brasil chegou ao fim. Luiz Henrique Mandetta foi afastado esta quinta-feira. Antes de qualquer pronunciamento presidencial, Mandetta fez questão de anunciá-lo nas redes sociais. 

"Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar". 

Já há sucessor

A queda do ministro acontece em plena crise de saúde pública global. Com Mandetta cai parte da equipa que desde meados de março está empenhada no combate ao novo corona vírus no maior país da América Latina. 

De acordo com o The Intercept Brasil, entre outros especialistas, "Wanderson de Oliveira, doutor em epidemias pela federal do Rio Grande o Sul que estava há 15 anos no ministério" também foi afastado. Entre outros surtos, esteve na linha da frente do combate nacional contra o zika. 

O Nelson Teich é o homem que se segue. Segundo o El País Brasil, o oncologista reuniu-se com Jair Bolsonaro antes mesmo "do mandatário se encontrar com o próprio ex-ministro". A Folha de São Paulo recorda que o especialista já tinha sido sondado durante a formação do governo. 

"Foi um divórcio consensual"

Aos microfones Jair Bolsonaro, voltou a criticar o confinamento e as restrições à circulação recomendadas pela Organização Mundial de Saúde para conter ou diminuir a propagação do vírus que já fez milhares de mortes em todo o mundo desde que foi diagnosticado em dezembro, na China. 

"Foi um divórcio consensual", resumiu sobre o afastamento do ministro que até agora se opôs frontalmente às ideia do chefe de Estado. Em simultâneo, em protesto, as ruas de São Paulo voltaram a ser palco de inúmeros protestos à janela.

Ainda esta semana, um estudo de opinião do Datafolha mostrava que 76% dos brasileiros aprova a gestão do ministro que o deixou de o ser em plena pandemia. 

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