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Israel pede "sanções imediatas" ao Irão assim que for quebrado acordo do nuclear
Mundo 3 min. 07.07.2019 Do nosso arquivo online

Israel pede "sanções imediatas" ao Irão assim que for quebrado acordo do nuclear

Benjamin Netanyahu pediu hoje às potências mundiais que apliquem “sanções imediatas” ao Irão assim que for ultrapassado o nível de enriquecimento de urânio previsto pelo acordo nuclear.

Israel pede "sanções imediatas" ao Irão assim que for quebrado acordo do nuclear

Benjamin Netanyahu pediu hoje às potências mundiais que apliquem “sanções imediatas” ao Irão assim que for ultrapassado o nível de enriquecimento de urânio previsto pelo acordo nuclear.
Foto: AFP
Mundo 3 min. 07.07.2019 Do nosso arquivo online

Israel pede "sanções imediatas" ao Irão assim que for quebrado acordo do nuclear

Para Benjamin Netanyahu, o enriquecimento de urânio acima do limitado no acordo de 2015 só pode ter como objetivo a criação de bombas atómicas, pelo que os líderes ocidentais devem cumprir o combinado e impor sanções ao Irão “no preciso momento” em que os valores acordados forem ultrapassados.

O primeiro-ministro de Israel pediu hoje às potências mundiais que apliquem “sanções imediatas” ao Irão assim que for ultrapassado o nível de enriquecimento de urânio previsto pelo acordo nuclear, o que o país anunciou que aconteceria nas próximas horas.

O Irão confirmou hoje que começará “nas próximas horas” a enriquecer urânio a um nível proibido pelo acordo nuclear de 2015, referindo que só falta acertar alguns detalhes técnicos.

O acordo do nuclear não permite que o Irão ultrapasse o nível de 3,67% no enriquecimento de urânio.

A Agência Internacional de Energia Atómica garantiu hoje que está a monitorizar o nível do enriquecimento de urânio pelo Irão e avisará a sua sede, em Viena, “assim que se verificar o desenvolvimento anunciado”.

O acordo do nuclear foi assinado em Viena, em 2015, entre o Irão e seis grandes potências mundiais (França, Reino Unido, Alemanha, China, Rússia e Estados Unidos), após 12 anos de crise à volta do programa nuclear iraniano.

Segundo o documento, o Irão compromete-se a não se dotar de bomba atómica e a limitar drasticamente as suas atividades nucleares em troca do levantamento de sanções internacionais que asfixiavam a sua economia.

Em maio de 2018, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu retirar-se unilateralmente do acordo e restabelecer sanções ao Irão, incluindo no setor petrolífero.

Trump justificou a saída deste pacto ao acusar o Irão de nunca ter renunciado a dotar-se de uma arma atómica (enquanto Teerão sempre desmentiu esta acusação) e de ser a origem de todos os problemas no Médio Oriente.

As novas sanções dos EUA provocaram uma fuga das empresas estrangeiras do Irão, que tinham regressado após o acordo, fazendo cair a economia iraniana numa grave recessão.

Um ano depois, o Irão, considerando que tinha sido muito paciente, mas que os restantes signatários não tinham tomado qualquer medida face à decisão dos EUA, resolveu quebrar o compromisso e anunciou que iria voltar a investir no enriquecimento de urânio.

Hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz da Organização de Energia Atómica do Irão, Behruz Kamalvandí e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, anunciaram que o nível de enriquecimento de urânio será ultrapassado “nas próximas horas”

“Em poucas horas, o trabalho técnico será concluído e o processo de enriquecimento será superior a 3,67%”, afirmou Kamalvandí, acrescentando que, para já, o enriquecimento “chegará aos 5%”, o necessário “para o fornecimento de combustível às fábricas elétricas do país”.

Teerão ameaçou ainda livrar-se de outras obrigações em matéria nuclear nos próximos “60 dias”, a menos que uma outra solução seja encontrada, com os seus parceiros do acordo sobre o programa nuclear iraniano, para responder às suas exigências.

“Nós esperamos que possamos encontrar outra solução, caso contrário, daqui a 60 dias iniciaremos a terceira etapa” do plano de redução dos compromissos assumidos pelo Irão relativamente a este acordo, concluído em Viena, em 2015, declarou à imprensa Abbas Araghchi.

O enriquecimento de urânio pelo Irão é fortemente contestado pela comunidade internacional, nomeadamente pelos EUA, União Europeia, China e Rússia.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AEIA) anunciou que uma reunião extraordinária terá lugar em 10 de julho, a pedido dos EUA, para analisar as revogações ao acordo anunciadas pelo Irão.

Lusa

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