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Israel. Eleições no país que mais vacinas administrou à espera de resolver crise política
Mundo 2 min. 23.03.2021

Israel. Eleições no país que mais vacinas administrou à espera de resolver crise política

Israel. Eleições no país que mais vacinas administrou à espera de resolver crise política

Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.03.2021

Israel. Eleições no país que mais vacinas administrou à espera de resolver crise política

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Milhões de israelitas votam esta terça-feira pela quarta vez em dois anos para eleger uma nova composição parlamentar que ponha fim à interminável crise política.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pretende consolidar uma maioria absoluta com os aliados da direita religiosa e espera que a campanha de vacinação bem sucedida traga os seus frutos. 

Israel já imunizou mais de metade da população e esse pode ser um trunfo para 'Bibi', como é conhecido no país, mas o facto de estar a ser julgado por alegados crimes de corrupção pode ser uma pedra no sapato do atual chefe do Governo.

Entre os mais de nove milhões de israelitas, foram registados apenas 285 novos casos de infeção no domingo. Mais de 4,5 milhões de cidadãos têm já um certificado de vacinação que garante um regresso à normalidade numa economia quase em pleno.

Segundo a imprensa israelita, estudos de opinião apontam para uma elevada abstenção numa campanha que teve pouco impacto. Para Netanyahu, líder do partido conservador Likud, faltam apenas dois deputados para a ala direita do parlamento alcançar a maioria absoluta.

Antes das eleições, o chefe do Governo visitou o colonato de Revava para dar um sinal aos 450 mil colonos israelitas que vivem em território palestiniano na Cisjordânia. Netanyahu tem sido ambíguo durante a campanha sobre a promessa de longa data de anexar um terço da Cisjordânia. Por um lado, a normalização das relações com os Emirados Árabes Unidos, assinada em setembro na Casa Branca, obriga-o a suspender a chamada "extensão da soberania". Por outro, a anexação é uma linha vermelha traçada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que Israel não deve ultrapassar.

"A sua aliança com grupos judeus radicais, juntamente com as tentativas de destruir o sistema judicial que defendem, representa um desafio sem precedentes", advertiu o analista político, Daniel Kupervaser, em entrevista ao El País, sobre a reforma do sistema judicial.

Em contraste com os 30 deputados atribuídos ao Likud pelas últimas sondagens publicadas, o partido centrista Yes Atid, liderado pela apresentadora televisiva, Yair Lapid, lidera a oposição com possíveis 20 deputados nas eleições para um parlamento de 120 lugares. Enquanto o primeiro parece ter garantido o apoio de mais 30 eleitos de forças judaicas ultra-ortodoxas e de extrema-direita, o Yes Atid tem de enfrentar a difícil tarefa de conciliar uma dúzia de partidos com pensamentos muito diversos.

"As sondagens prevêem um empate entre os dois blocos - a favor e contra o primeiro-ministro - que provavelmente será decidido por pequenas percentagens de votos", sustentou Kupervaser. "Dadas as enormes dificuldades em formar um governo alternativo de coligação, alguns meios de comunicação israelitas já estão a transmitir a sensação de que a vitória irá para Netanyahu".

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