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Israel diz que prédio destruído onde estavam jornalistas era usado pelo Hamas
Mundo 2 min. 09.06.2021

Israel diz que prédio destruído onde estavam jornalistas era usado pelo Hamas

Israel diz que prédio destruído onde estavam jornalistas era usado pelo Hamas

AFP
Mundo 2 min. 09.06.2021

Israel diz que prédio destruído onde estavam jornalistas era usado pelo Hamas

Israel alega que o Hamas fabricava ali sistemas eletrónicos para desativar o seu escudo anti-missil mas agência norte-americana de notícias Associated Press diz que até agora as autoridades israelitas não apresentaram qualquer prova que sustente essa tese.

As autoridades militares israelitas alegam que o ataque aéreo que destruiu por completo a torre de apartamentos que albergava vários órgãos de comunicação social em Gaza se justificou. Segundo uma declaração, sustentam que os serviços secretos do Hamas fabricavam sistemas eletrónicos para contrariar o escudo anti-missil israelita. Contudo, o mesmo documento não apresenta qualquer prova que sustente esta alegação.

Foi a 15 de maio que o edifício de 12 andares recebeu o impacto de um missil israelita. Uma hora antes, o dono do prédio recebeu um aviso da aviação hebraica para evacuar o local. Dezenas de jornalistas foram obrigados a abandonar a torre sem terem podido proteger todo o equipamento.

O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Gilad Erdan, já tinha transmitido esta versão na segunda-feira aos responsáveis da agência norte-americana de notícias Associated Press (AP), que, juntamente com a Al Jazeera sediada no Qatar, era um dos meios de comunicação social presentes no edifício.

Segundo o The Times of Israel, Erdan salientou na sede da AP em Nova Iorque que a operação tinha servido para salvar muitas vidas israelitas face a mais de 4 mil foguetes disparados a partir de Gaza por "uma organização terrorista genocida que se esconde em áreas civis", referindo-se ao Hamas. O representante diplomático ofereceu a cooperação do seu país na reconstrução dos escritórios da agência em Gaza.

Numa declaração posterior, a AP chamou a reunião com Erdan "positiva e construtiva", mas advertiu que ainda não tinha recebido quaisquer provas que sustentassem as suas alegações. A agência insistiu em pedir uma investigação independente sobre os acontecimentos.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas israelitas, Aviv Kohavi, disse à televisão israelita no final de maio que o edifício tinha sido "legitimamente destruído" e que não sentia "um pingo de arrependimento" por isso. O general que liderou a recente escalada - que durou 11 dias e causou mais de 250 mortes palestinianas e 13 em Israel - alegou também que, quer soubessem ou não, os jornalistas da AP tomavam café todas as manhãs com peritos eletrónicos do Hamas na cafetaria no átrio da Torre al-Jalaa.

O embaixador Erdan foi mais cauteloso no seu encontro com o presidente da agência noticiosa, Gary Pruitt, no qual manifestou o compromisso do seu país para com a liberdade de imprensa. "Israel não acredita que os funcionários da AP tivessem conhecimento das atividades do Hamas no edifício, pois era uma unidade secreta", alegou.

O delegado da Associated Press para Israel e Palestina, Joe Federman, também presente na reunião, respondeu que a sua agência nunca tinha sido avisada da presença de milicianos do Hamas na torre. Federman avisou ainda o ministro Gantz que havia comentários do General Kohavi que eram "manifestamente falsos". "Já estive muitas vezes nos escritórios da AP em Gaza", afirmou, "e posso assegurar-vos que não havia qualquer cafetaria naquele edifício.

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