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Israel culpa Estados Unidos por atraso na anexação da Cisjordânia
Mundo 11.08.2020

Israel culpa Estados Unidos por atraso na anexação da Cisjordânia

Israel culpa Estados Unidos por atraso na anexação da Cisjordânia

Foto: AFP
Mundo 11.08.2020

Israel culpa Estados Unidos por atraso na anexação da Cisjordânia

Lusa
Lusa
O líder do regime, Benjamin Netanyahu, responsabilizou esta terça-feira os Estados Unidos por ainda não estar em andamento o plano de anexação de partes da Cisjordânia.

"Ficou claro desde o princípio que o processo para anexar o território palestiniano ocupado só aconteceria com o acordo dos Estados Unidos", disse Netanyahu numa entrevista segunda-feira à noite ao Canal 20 de televisão local.

O líder do regime explicou que, se não precisasse da aprovação da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, já teria posto o plano em marcha "há muito tempo".

No entanto, explicou, que a Casa Branca "está ocupada com outras questões e esta não está na sua mente". "Espero que num futuro próximo possamos avançar com o reconhecimento da aplicação da soberania e outros assuntos diplomáticos importantes para Israel", afirmou numa referência à ambição de tornar oficial a anexação.

O governo israelita indicou o dia 1 de julho como a data a partir da qual divulgaria a sua estratégia para aplicar o plano norte-americano para o Médio Oriente, apresentado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em janeiro e rejeitado pelos palestinianos e pela maioria da comunidade internacional.

No entanto, até ao momento Israel não fez qualquer anúncio oficial, indicando apenas que prosseguem as discussões com responsáveis norte-americanos e com os chefes da segurança do Estado hebreu. O plano norte-americano prevê a anexação por Israel de 30% do território palestiniano ocupado da Cisjordânia, incluindo colonatos judaicos e o vale do Jordão, mas a oferta prevê a supervisão norte-americana do processo e a aprovação definitiva por Washington, algo que até agora não aconteceu.

Mais de 450.000 colonos vivem ilegalmente na Cisjordânia ao lado de 2,7 milhões de palestinianos.

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