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Israel aprova criação de colonato ilegal em homenagem a Trump
Mundo 2 min. 15.06.2020

Israel aprova criação de colonato ilegal em homenagem a Trump

Israel aprova criação de colonato ilegal em homenagem a Trump

Foto: REUTERS/AFP
Mundo 2 min. 15.06.2020

Israel aprova criação de colonato ilegal em homenagem a Trump

Redação
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Numa reunião do gabinete, no domingo, Netanyahu afirmou que Israel "dará início a medidas práticas para estabelecer a comunidade de Ramat Trump nos Montes Golan, sobre a qual o Presidente Trump reconheceu a soberania de Israel".

O Governo israelita anunciou, este domingo, ter aprovado os planos de construção de um novo colonato, ilegal à luz da lei internacional, nos Montes Golan ocupados por Israel, noticiou a Aljazeera. Esta trata-se de uma homenagem à amizade entre Israel e os Estados Unidos uma vez que terá o nome do Presidente dos EUA, Donald Trump. 

O colonato judeu instalado na região é atualmente conhecido como Bruchim, tem mais de 30 anos e e uma população de 10 pessoas. Mas este domingo, a ministra dos Colonatos, Tzipi Hotovely, escreveu no Facebook que o seu ministério vai iniciar os preparativos para a construção de "Ramat Trump",  hebraico para "Trump Heights", que irá albergar 300 famílias. 

Numa reunião do gabinete, no domingo, Netanyahu afirmou que Israel "dará início a medidas práticas para estabelecer a comunidade de Ramat Trump nos Montes Golan, sobre a qual o Presidente Trump reconheceu a soberania de Israel".

Israel capturou os Montes Golan da Síria na guerra do Médio Oriente de 1967 e anexou-a em 1981. A grande maioria da comunidade internacional considera a acção ilegal à luz do direito internacional. 

No entanto, quando o Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu, em março do ano passado, poucas semanas antes das eleições israelitas, visitou Washington DC, Donald Trump anulou décadas de política externa do seu país ao assinar uma ordem executiva, reconhecendo oficialmente o planalto montanhoso estratégico como território israelita. 

Esta foi uma decisão amplamente aplaudida por Israel, seguindo já uma série de medidas diplomáticas americanas a favor do país, como foi o caso da decisão de Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de deslocar para lá a embaixada dos EUA, provocando indignação em toda a região. 

Segundo os meios de comunicação israelitas, citados pela Aljazeera, o plano do colonato Ramat Trump implicará a afetação de aproximadamente dois milhões de euros para o desenvolvimento do colonato.

Segundo dados israelitas, citados pela Aljazeera, quase 50 mil pessoas vivem nos Montes Golan ocupados, incluindo cerca de 22 mil colonos judeus e quase 25 mil residentes árabes druzos. A área é o lar de pequenos setores agrícolas e turísticos, sendo pouco industrializada.


Palestina. Netanyahu diz que vai anexar grande parte da Cisjordânia até ao verão
“Daqui a alguns meses estou confiante de que essa promessa será honrada, que podemos celebrar outro momento histórico”, disse Benjamin Netanyahu

No mês passado, Israel avançou com planos para anexar grandes partes da Palestina, cobrindo a maior parte da Cisjordânia ocupada, de acordo com o  plano Trump para o Médio Oriente, que foi anunciado em janeiro e que favorece fortemente Israel e que foi rejeitado pelos palestinianos. 

O plano dá luz verde a Israel para anexar colonatos israelitas e áreas estratégicas da Cisjordânia. Para grande parte da comunidade internacional, uma tal iniciativa de Israel equivaleria a uma grave violação do direito internacional e esmagaria as esperanças de uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, podendo ainda inflamar ainda mais as tensões regionais.


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