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Iraniana distinguida com prémio para a liberdade de pensamento condenada a sete anos de prisão
Mundo 11.03.2019

Iraniana distinguida com prémio para a liberdade de pensamento condenada a sete anos de prisão

Mundo 11.03.2019

Iraniana distinguida com prémio para a liberdade de pensamento condenada a sete anos de prisão

Nasrin Sotoudeh, defensora dos direitos humanos, foi distinguida em 2012 com o Prémio Sakharov. A advogada iraniana foi detida em meados de junho, após ter sido condenada à revelia por espionagem, segundo os seus advogados, que consideraram o veredicto ilegal.

A advogada iraniana Nasrin Sotoudeh, uma defensora dos direitos humanos detida desde meados de junho, foi condenada esta segunda-feira a sete anos de prisão pela justiça do país, anunciou a agência de notícias semioficial Isna: cinco anos de prisão "por conspiração contra o sistema" e dois anos "por ofender o líder" supremo Ali Khamenei, indicou o juiz Mohammad Moghiseh, responsável do tribunal revolucionário n.º 28 de Teerão, segundo a Isna.  

Nasrin Sotoudeh
Nasrin Sotoudeh

Nasrin Sotoudeh, militante dos direitos humanos no Irão, foi distinguida em 2012 com o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu. Sotoudeh defendeu várias mulheres detidas por retirarem nas ruas os lenços que devem cobrir-lhes o cabelo em público, em protesto contra a obrigatoriedade desta prática no Irão desde a revolução islâmica de 1979. 


Jovem paquistanesa Malala Yousafzai vence Prémio Sakharov do Parlamento Europeu
A jovem militante paquistanesa Malala Yousafzai que defende o direito das mulheres à educação foi galardoada com o Prémio Sakharov, atribuído pelo Parlamento Europeu (PE), foi hoje anunciado.

Em janeiro, o marido da advogada, Reza Khandan, também foi condenado a cinco anos de prisão por "conspiração contra a segurança nacional" e a um ano por "propaganda contra o sistema".

A advogada foi detida em meados de junho para cumprir uma pena de prisão de seis anos, após ter sido condenada à revelia por espionagem, segundo os seus advogados, que consideraram o veredicto ilegal.  O tribunal "realizou uma audiência para este julgamento em que a minha cliente não estava presente e entendemos que o tribunal a condenou à revelia", explicou Mahmoud Behzadi-Rad, um dos advogados de Nasrin Sotoudeh, à agência de notícias iraniana Irna.

O advogado da defensora dos direitos humanos não especificou a data da audiência nem se estava presente. "O caso foi encaminhado ao tribunal de recurso", referiu o juiz Mohammad Moghiseh.  

Lusa


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