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Irão. Sobe para 154 o número de mortos em protestos liderados por mulheres
Mundo 04.10.2022
Direitos humanos

Irão. Sobe para 154 o número de mortos em protestos liderados por mulheres

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Irão. Sobe para 154 o número de mortos em protestos liderados por mulheres

Foto: AFP/Arquivo
Mundo 04.10.2022
Direitos humanos

Irão. Sobe para 154 o número de mortos em protestos liderados por mulheres

Lusa
Lusa
Os tumultos eclodiram a 16 de setembro, após a morte de Mahsa Amini, 22 anos, que se encontrava sob custódia da polícia por uso indevido do véu islâmico.

Pelo menos 154 pessoas morreram às mãos das forças de segurança iranianas na sequência dos protestos que se seguiram à morte, a 16 de setembro, de uma jovem iraniana, indicou esta terça-feira a organização não-governamental Iran Human Rights (IHR).


As mulheres estão a fazer uma revolução no Irão
Em protesto contra a morte de uma jovem pelas mãos da "polícia da moralidade" iraniana, milhares de mulheres saem à rua todos os dias e estão a queimar publicamente os véus islâmicos, mesmo correndo o risco de serem presas.

Segundo a IHR, com sede em Oslo, foram contabilizadas mortes em 17 províncias iranianas, a maioria delas nas do Sistão-Baluchistão, Mazandarão (historicamente chamada Tabaristão), Guilão e Azerbaijão Ocidental.

Os últimos dados sobre vítimas dos protestos no Irão davam conta, há uma semana, de 41 mortes, segundo a televisão estatal, número que a ONG norueguesa rejeitou mais recentemente, estimando-as em 92.

"A comunidade internacional tem o dever de investigar"

Os tumultos eclodiram a 16 de setembro, após a morte de Mahsa Amini, 22 anos, que se encontrava sob custódia da polícia em Teerão desde 13 do mesmo mês, por uso indevido do véu islâmico, prisão efetuada pela Polícia da Moralidade.

Segundo a ONG norueguesa, o número de mortos nos protestos da última sexta-feira na cidade de Zahedan, capital da província de Sistão-Baluchistão, subiu para 63.


Irão. Polícia disposta a usar "toda a força" contra manifestantes
Em 12 dias de protesto, contam-se 60 mortos e 1200 detidos.

"O assassínio de manifestantes no Irão, especialmente em Zahedan, equivale a crimes contra a humanidade. A comunidade internacional tem o dever de investigá-los e impedir que a República Islâmica cometa mais”, afirmou, num comunicado, o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.

Fundada em 2005 e registada na Noruega em 2009, a Iran Human Rights afirma que integra ativistas de dentro e de fora do Irão e que tem membros nos Estados Unidos, Canadá, Japão e vários países europeus.

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