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Irão promete vingar morte de Soleimani
Mundo 3 min. 03.01.2020 Do nosso arquivo online

Irão promete vingar morte de Soleimani

Manifestantes anti-Estados-Unidos seguram cartazes com o rosto de Soleimani, na Índia

Irão promete vingar morte de Soleimani

Manifestantes anti-Estados-Unidos seguram cartazes com o rosto de Soleimani, na Índia
Foto: AFP
Mundo 3 min. 03.01.2020 Do nosso arquivo online

Irão promete vingar morte de Soleimani

A sua morte “duplicou a determinação da nação iraniana e de outras nações livres da região de enfrentar a intimidação da América e de defender os valores islâmicos”, referiu o Presidente iraniano Hassan Rohani.

O Presidente iraniano garantiu esta sexta-feira que o Irão e “outras nações livres da região” vão vingar-se dos Estados Unidos pela morte do general iraniano Qassem Soleimani, na sequência de um ataque aéreo norte-americano em Bagdad.

“Não há dúvida de que a grande nação do Irão e as outras nações livres da região exercerão a sua vingança sobre os criminosos Estados Unidos”, prometeu Hassan Rohani, em comunicado hoje divulgado.

O “mártir” general Soleimani "deixou enlutado o coração da nação iraniana e de todas as nações da região”, acrescentou Rohani.

A sua morte “duplicou a determinação da nação iraniana e de outras nações livres da região de enfrentar a intimidação da América e de defender os valores islâmicos”, referiu o Presidente iraniano.


General iraniano morto em ataque aéreo ao aeroporto de Bagdad
Segundo fontes oficiais da segurança iraquiana, pelo menos oito pessoas foram mortas no ataque, três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana.

Também os Guardas da Revolução, o exército ideológico da República islâmica do Irão, pediram vingança pela morte de Soleimani.

Um porta-voz deste exército avançou que os Guardas e a “Resistência” vão “iniciar um novo capítulo a partir de hoje”.

“A breve alegria dos norte-americanos e dos sionistas transformar-se-á em luto”, assegurou o porta-voz, Ramezan Sharif, em declarações feitas na televisão estatal.

Esta morte “fortaleceu a nossa determinação de nos vingarmos dos assassinos Estados Unidos e dos opressores sionistas e isso vai acontecer”, acrescentou, antes de começar a chorar.

“Soleimani juntou-se aos nossos irmãos mártires, mas a nossa vingança contra a América será terrível”, afirmou ainda o ex-chefe da Guarda Revolucionária Mohsen Rezai, numa mensagem publicada no Twitter.

A morte do poderoso general iraniano Qassem Soleimani, emissário da República islâmica no Iraque, causada hoje por um ataque norte-americano em Bagdads, já tinha suscitado outras reações do Irão, que apelam sobretudo a atos de vingança.

O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, prometeu vingar a morte do general e declarou três dias de luto nacional.

“O martírio é a recompensa pelo trabalho incansável durante todos estes anos. Se Deus quiser, o seu trabalho e o seu caminho não vão acabar aqui. Uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram as mãos com o seu sangue e o sangue de outros mártires", afirmou.


TOPSHOT - Iraqi security forces stand guard in front the US embassy in the capital Baghdad, on January 1, 2020. - Pro-Iran Iraqi demonstrators left the besieged US embassy in Baghdad after the Hashed al-Shaabi paramilitary force ordered them to withdraw, a day after thousands supporters had encircled and vandalised the embassy compound, outraged by US air strikes that killed 25 fighters of the military network over the weekend. (Photo by AHMAD AL-RUBAYE / AFP)
Embaixada norte-americana pede aos seus cidadãos que abandonem o Iraque
O assassínio do general iraniano Qassem Soleimani representa "uma escalada perigosa da violência", disse hoje Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados norte-americana.

O líder supremo declarou três dias de luto pela morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, que descreveu como “símbolo internacional de resistência”, de acordo com uma declaração lida na televisão estatal.

Por seu lado, o chefe da diplomacia do Irão considerou que a morte do general iraniano ordenada pelo Presidente Donald Trump é “um ato de terrorismo internacional”.

A ação é “extremamente perigosa e constitui uma escalada imprudente” das tensões, afirmou Mohammad Javad Zarif, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte do general Qassem Soleimani, na sequência de um ataque aéreo, esta manhã, contra o aeroporto de Bagdad, que também visou o 'número dois' da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi].

Quase em simultâneo, o Pentágono anunciou que foi Donald Trump a ordenar a morte do general: "Por ordem do Presidente, as forças armadas dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro, matando Qassem Soleimani".


Pentágono afirma que Trump ordenou a morte de general iraniano
Após a morte de Qassem Soleimani, Trump publicou no Twitter uma imagem da bandeira norte-americana, sem qualquer comentário.

Em comunicado, o Pentágono apontou que Soleimani estava "ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região".

Washington também acusou Soleimani de aprovar o assalto inédito à embaixada dos Estados Unidos em Bagdad no início desta semana.

O ataque ao general iraniano "tinha como objetivo dissuadir futuros planos de ataque iranianos", precisou.

Numa aparente reação, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem da bandeira norte-americana na rede social Twitter, sem qualquer comentário.

Lusa


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